Governador da Bahia não acredita no cancelamento da Copa das Confederações

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), falou em entrevista coletiva quais ações que o governo tomará em relação aos protestos que atingiram a cidade de Salvador nesta quinta-feira, antes da partida entre Nigéria e Uruguai, pela Copa das Confederações. Sobre a possibilidade de cancelamento do torneio, por causa da aparente insegurança no País, Wagner disse que não chegou ao seu conhecimento nenhuma decisão da Fifa. "A Fifa desde o primeiro momento se preocupa com o item segurança (...). E nós nos preparamos para uma festa. Ontem eu estava no estádio e nenhum representante da Fifa veio a mim para falar algo que seja nesse sentido (de cancelar o torneio)."

Segundo o governador, a orientação dada aos policiais diante dos protestos foi a de dialogar. Na próxima segunda-feira, ele pretende analisar imagens dos protestos para tentar identificar possíveis erros na execução do planejamento da segurança. "Vou resgatar, na segunda-feira, imagens das emissoras de televisão para ver a caminhada e a chegada à barreira policial. Quando chegaram à segunda barreira, o que soube, é que muitos manifestantes se sentaram, acho que a polícia não bateu em ninguém. Até que começaram as pedradas de lá pra cá”, falou.

Wagner criticou ainda a falta de objetividade do movimento, que protesta contra diversas causas. “Quero me colocar a disposição do MPL (Movimento Passe Livre), que é o único que se identifica, mas se tiver outro, me coloco a disposição também”, falou. “Qual é a bandeira (dos manifestantes), é o fim da Copa? A gente não sabe”, completou.

Para o governador, a falta de pauta nas manifestações abre um caminho “perigoso” para movimentos que agem contra a democracia. “Queria me dirigir a essa juventude, para que fiquem atentos para que esse despertar não seja guarda-chuva para alguns que não tem nenhum apreço pela democracia”, falou.

De acordo com o governador, a segurança será reforçada para a partida entre Brasil e Itália, neste sábado, na Arena Fonte Nova. “Esse é, ao meu ver, o jogo mais concorrido até agora da competição. Faremos um reforço, mas dentro do mesmo padrão, de dialogar. Estaremos, evidentemente, com o aparato preparado para garantir o direito de ir e vir e a segurança patrimonial das pessoas e dos estabelecimentos comerciais”, completou Jaques Wagner.