Números apontam: Paulinho corintiano dribla e chuta mais que na Seleção

Luiz Felipe Scolari já avisou: o Paulinho da Seleção Brasileira não poderá ser o mesmo do Corinthians. É preciso marcar mais e alternar o apoio com Daniel Alves. Por outro lado, na vitória sobre o Japão no último sábado, em Brasília, o volante teve enorme liberdade ao longo dos 90 minutos. Por isso a pergunta: o que efetivamente dizem os números sobre “os dois Paulinhos”.

Com base nos dados do Footstats, o Terra comparou os índices do jogador ao longo da última Copa Libertadores aos que teve com a Seleção nos jogos contra Inglaterra, França e enfim Japão. Há diferenças significativas, mas ainda assim Paulinho preserva o que há de essencial: seu poder de conclusão. Em 2013, já fez seis gols com a camisa corintiana. Pelo Brasil, foram dois gols em três partidas.

O Paulinho da Seleção é, essencialmente, mais acionado que no Corinthians. Sua média sob o comando de Luiz Felipe Scolari é de 48 passes por jogo. Quando joga para Tite, o índice reduz para 38 passes. Com a camisa brasileira, o êxito nesse fundamento sobe de 91% para 94%, o que deixa duas possibilidades: ou o Paulinho da Seleção é mais burocrático, passa mais de lado, ou é mais assertivo.

A análise de outros três aspectos deixa evidente como o jogador, pelo Corinthians, vai mais à frente. Na Seleção, Paulinho dribla menos (0,9 contra 3,2), finaliza menos (1,3 contra 2,2) e sofre menos faltas (1,2 contra 1,8). Para Felipão, as diferenças estão atreladas às características dos laterais. Com Tite, atua ao lado de Alessandro e Fábio Santos. Pelo Brasil, com Daniel Alves e Marcelo, mais ofensivos.

Os números defensivos de Paulinho, porém, mostram que ele é tão marcador na Seleção quanto no Corinthians. A média de desarmes é rigorosamente igual com as duas equipes, em 4,2 bolas roubadas por jogo. E pelo Brasil ele ainda é muito mais faltoso: 2,9 infrações cometidas contra 1,4.