Em crise, México tranca os jogadores em busca do caminho para vitórias

Um gol nos últimos três jogos pelas eliminatórias da Copa e uma crise batendo na porta. O México fez seu primeiro treino no Brasil visando a Copa das Confederações no Estádio de São Januário escondendo o jogo e em busca de encontrar o caminho para as vitórias. O técnico José Manuel de La Torre trabalhou toques rápidos e velocidade e, no fim de uma hora de trabalho, muitos chutes a gol. A dupla Chicharito Hernandez e De Nigris, foi a mais exigida neste quesito.

"Nunca sinto a responsabilidade sozinho. Somos uma equipe e penso que tenha que ser sempre assim", disse Chicharito, que ainda falou que o fato de estar jogando na Premier League não aumenta sua responsabilidade. "Não posso pensar desta forma quando temos dez jogando e que, se não formos bem, tem mais dez prontos para entrar", afirmou.

Até o jogo de domingo contra a Itália, no Maracanã, na estreia da equipe na competição, De la Torre não deve permitir aos jogadores nada além de treinar. Não há nenhum passeio previsto para esses dias no Rio e o treino desta sexta-feira, outra vez no estádio do Vasco, será com portas fechadas, algo bem comum quando se trata do treinador mexicano. "Queria conhecer o Cristo, caminhar um pouco por aí, mas viemos aqui jogar futebol", falou.

Sobre o confronto com o Brasil, na segunda rodada da competição, Chicharito disse que primeiro é preciso pensar na Itália, mas não quis afirmar que o México tenha "perdido o respeito" ao Brasil pentacampeão do mundo após os últimos resultados dos confrontos entre as duas equipes. Hernandez disse que jogar uma Copa das Confederações é um sonho, mas jogar no Maracanã vai ser especial. "Quando se fala em Brasil todos temos um carinho especial, ainda mais depois do Brasil de Pelé em 70", disse.

O treino desta sexta-feira deve ser mais longo e determinante para a escolha dos titulares da estreia contra a Itália. No sábado, às 15h30, o México ainda fará o reconhecimento do gramado do Maracanã.