Ruas e praças tomadas pelas mulheres

Esta semana foi marcante para todas as mulheres. As ruas e praças foram e serão tomadas por elas e também por homens que entendem a importância de se assegurar seus direitos.

Na última quarta-feira, dia 28, vimos a Cinelândia florescer pelos direitos das mulheres e em repúdio ao deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e seu projeto de lei, o PL 5.069.

O estarte veio com a provocação feita pela proposta da redação do ENEM, extremamente feliz, e continuou com a manifestação feita pelas mulheres no Rio e as que se seguirão, como a de São Paulo.

Uma espécie de frescor nestes dias de tanto retrocesso e ameaças que rondam as conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras principalmente. Segundo a ONU Mulheres, proporcionar mais anos de estudos e consequentemente avanços sociais  em todas as áreas às mulheres, incide diretamente na melhoria de toda sociedade.

Não podemos permitir que a opressão contra as mulheres se cristalize em forma de leis, de projetos nefastos, concebidos por mentes que parecem ainda presas à idade média.

Avançar na manutenção e no ganho de mais direitos para as mulheres, que ainda são as maiores vítimas no mundo inteiro e nos grandes centros urbanos como Rio e São Paulo por exemplo, onde a violência vitima sem piedade, em números absurdos, sem cerimônia, as mulheres negras principalmente, é fundamental.

Fundamental para as mulheres e fundamental para que nossas sociedades tenham a possibilidade de buscar um outro caminho e ser um pouco menos injusta neste milênio.

"A nossa luta é todo dia. Favela é cidade. Não aos Autos de Resistência, à GENTRIFICAÇÃO, à REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL, ao RACISMO, ao RACISMO INSTITUCIONAL, ao VOTO OBRIGATÓRIO, ao MACHISMO, À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER e à REMOÇÃO!"

* Membro da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e Consultora na ONG ASPLANDE.(Twitter/@ MncaSFrancisco)