Jornal do Brasil

Sociedade Digital

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André Miceli

De carne e osso

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Entre os dias 28 de abril e 1º de maio pude conferir na cidade de Dallas, no Texas (EUA), a 43ª edição do SAS Global Forum, maior conferência de analytics do mundo. 

Com o tema “A revolução analítica e os novos instrumentos da transformação digital”, o evento contou com milhares de participantes, e lá tive acesso às últimas tendências tecnológicas do segmento de Analytics, que exploravam conceitos como machine learning, reconhecimento facial, inteligência artificial, automação e tantas outras soluções que há poucos anos soariam ficção científica. 

Entrevistei o CEO e fundador do SAS, Jim Goodnight, que me apresentou sua visão sobre as tecnologias com maior potencial de inovação que existem atualmente. Líder da empresa desde sua criação, em 1976, Goodnight supervisiona uma cadeia ininterrupta de crescimento de receita e lucratividade sem precedentes no setor, o que tornou o SAS conhecido por sua inovação e cultura corporativa. 

Para o CEO, em mundo repleto de dados, não basta apenas uma coleta monumental desinformações, mas também é imprescindível valer-se delas para fazer expressivos avanços em diversas áreas. “Dar sentido a toda essa informação é fundamental para resolver alguns dos maiores desafios”, disse Goodnight. 

Já o Vice-Presidente do SAS para América Latina, Márvio Portela, que tem sob seu comando um time centenas de profissionais, espalhados por Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Equador, México, Caribe e América Central, acredita que para a evolução da área, os cientistas de dados precisam se manter sempre atualizados para permanecerem competitivos. Em outra entrevista que fiz, Portela expôs a importância do SAS Global Forum para o mercado como um todo e que esse é um “evento que debate sobre o Analytics em ação.” Além disso, o VP acredita que de nada adianta focar em transformar o mundo de dados em mundo de inteligência, quando não há análises de casos práticos. “dado sem analytics é valor não realizado”, afirmou Portela. 

Quem também me deu sua visão numa conversa pessoal foi RandyGuard, Chief Marketing Officer da empresa. Responsável por várias unidades de negócios operacionais, incluindo gerenciamento de produtos, marketing global, capacitação de vendas, comunicações e serviços criativos, Guard acredita que estamos vivendo um ritmo acelerado e sem precedentes de mudanças no mercado, momento que gosta de chamar de “economia analítica”. Para ele “os recursos de analytics oferecem às empresas a capacidade de inovar, colaborar, mudar e crescer de maneiras que nunca imaginaram - se usarem a análise de maneira concentrada”. 

Diante de tantos avanços, pude perceber que os debates durante o SAS Global Forum 2019 apontavam para um caminho em comum: este é um momento disruptivo, em que as empresas precisam acompanhar essa onda de mudança para não ficarem para trás competitivamente. E nesta economia, em que as análises evoluem rapidamente, as ferramentas podem oferecer às companhias modelos e insumos para usarem a tecnologia a seu favor, transformando-as digitalmente, como nunca antes foi possível. No mundo inteiro e, especialmente no Brasil, o problema ainda é humano. Falta gente capacitada para trabalhar e realmente gerar valor para as organização. Nunca o mundo digital precisou tanto ser de carne e osso.