Capital do país de maricas, Brasília tem os piores índices da Covid

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O mundo atingiu na tarde desta quinta-feira, 12 de novembro, um total de 52 milhões e 515,7 mil pessoas infectadas, com nada menos que 1 milhão 288,4 mil mortes. Os Estados Unidos, com 329 milhões de habitantes, o país dos machões invocados pelo presidente Donald Trump a não usar máscaras, lidera o total de infectados (10,559 milhões), com 242.196 mortes segundo dados da Universidade Jonhs Hopskins.

Considerando o total da população, os EUA, estão longe de terem os piores índices por cada 100 mil habitantes. Seu índice de contágio é de 3.182 por habitantes, com 73 mortes por cada 100 mil habitantes. Está pior o que o Brasil, o 3º em contágios (5,747 milhões), com índice de 2.744 por 100 mil habitantes, mas melhor que o índice de mortes do Brasil (163.368), com índice de 78 por 100 mil habitantes.

Essa relação torna a posição da Índia (o 2º país mais populoso do mundo, com 1.380 milhões, pouco menos do que os 1,4 bilhão da China), relativamente tranquila: embora seja o 2º país em número de contágios atestados (8.683,6 mil), a média de contágios na Índia cai para apenas 642 por 100 mil. Mesmo assim, devido à sua imensa população, o país já ocupa o 3º lugar em número de mortes (128.121) e pode tirar o Brasil deste infeliz 2º posto.

Para provar que tamanha não é documento e pode ser relativo na Covid-19, basta uma comparação de casos reconhecidos na China Continental (95.704) implica apenas um índice de 7 casos por 100 mil habitantes. Já na pequenina Taiwan (23,3 milhões) os 589 casos registrados equivalem a 2 casos por 100 mil. A pequena Bélgica, com 16 milhões de habitantes e 13.758 mortes, teve índice de 120 mortes por cada 100 mil habitantes. Bem mais que Brasil e EUA.

Na lista dos países com maiores registros de contaminações, apurado pela Universidade Johns Hopskins, dos Estados Unidos, a Argentina, que tem uma população equivalente a apenas 45 milhões (menor que a do Estado de São Paulo), está à frente do Brasil no quesito em que leva em conta a relação com cada 100 mil habitantes. O país é o 8º em número de infectados (1,273 milhão) e o 10º em mortes (34.531). O Irã, que tem baixo índice de testes, como o Brasil, tem 40.121 mortos para 726,5 mil contagiados).

Na Europa, a França assumiu a dianteira no total de contágios, com 1,865 milhão de infectados, superando a Rússia (1,843 milhão), mas com o número de mortes bem maior: 42.535 a 31.755. A queda da temperatura no outono europeu, tende a agravar os casos de contágio no Hemisfério Norte, porque as pessoas ficam mais tempo confinadas em ambientes fechados, propícios à circulação do novo coronavírus. Mas o Reino Unido, com 50.365 mortes, lidera a infeliz estatística na Europa, seguido da Itália.

EUA: 2ª onda atinge republicanos e democratas

Nos Estados Unidos, os números desta semana são assustadores e mostram que as eleições americanas ajudaram a disseminação dos contágios e mortes, tanto nos recantos do Meio-Oeste, onde o presidente Donald Trump teve mais eleitores que votaram presencialmente, quando nos estados vencidos por Joe Biden, especialmente na Califórnia e em Nova Iorque, que enfrentam uma forte segunda onda. Embora nestas regiões os votos antecipados ou enviados pelos correios evitaram aglomerações, estas foram intensas nas comemorações da vitória.

Segundo dados compilados hoje pelo “The New York Times” “mais de 142.000 novos casos foram detectados na quarta-feira pela primeira vez, continuando um aumento angustiante à medida que o Hemisfério Norte entra em um período de clima frio, vida em ambientes fechados, resfriados e gripes que devem aumentar combustível para o contágio. Isso elevou a média de sete dias de novos casos para mais de 128.000 casos por dia, na quarta-feira, um aumento de 69% em relação à média de duas semanas antes.

Em discurso pela TV na noite de quarta-feira, o governador Mike DeWine de Ohio (do Partido Republicano) invocou o feriado do Dia dos Veteranos, observando que as gerações anteriores deram suas vidas para proteger o país. “Hoje todos nós devemos fazer algo muito menos dramático, mas muito importante”, disse ele. “Use uma máscara, para que seus amigos, vizinhos e familiares possam viver”. Isso enquanto as vacinas não vêm.

Brasil: Brasília tem os piores índices da Covid—19

O presidente Jair Bolsonaro escandalizou o país ao afirmar esta semana que não concordava em fazer parte de “um país de maricas”, para justificar o não uso das máscaras, recomendadas previamente pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Binden, e condenadas por Donald Trump. O resultado não foi visto apenas no resultado das urnas, com vitória maiúscula do candidato Democrata. O excesso de pessoas contaminadas no staff de Trump (incluindo o próprio presidente e sua família) mostra quem tinha razão.

Pois aqui no Brasil, a insistência de Jair Bolsonaro em desfilar sem máscara pela cidade, que serve de péssimo exemplo para toda a população brasileira, transformou a capital da República no maior índice per capita de contágios e mortes do país, de acordo com levantamento da Johns Hopskins.

Com base em dados de ontem, Brasília acumula 217,7 mil contágios, ou seja, uma média de 7.379 casos por 100 mil habitantes. Só perde na relação da população para Roraima. Com apenas 627 mil habitantes, de acordo com as projeções do IBGE, Roraima acumulou 10.491 casos por habitantes. E as 701 mortes no Estado igualavam o índice de 123 óbitos por 100 mil habitantes exibido pelo Rio de Janeiro, o segundo pior estado do país (20.970 mortes).

O pequeno Amapá, em cujo extremo, fica o Rio Oiapoque, que delimita a fronteira do Brasil ao norte com a Guiana Francesa, tem uma população de 867 mil habitantes. População que ficou abandonada sem energia elétrica durante oito dias. Pois os 770 óbitos do Amapá representavam a 6ª pior relação por cada 100 mil habitantes.

São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, com 46,4 milhões, tinha o maior número de contaminações (1.150,8 mil) e 39.907 mortos. Entretanto a relação de contágios por 100 mil habitantes era inferior à do Brasil (2.744) e à dos EUA (3.182). Amazonas, Mato Grosso (onde a doença veio com o movimento de caminhoneiros e trabalhadores de fora envolvidos no escoamento das safras de soja, milho e algodão) e Ceará tinha números bem piores que os de São Paulo.

As eleições turbinam o asfalto

Se alguém tem dúvidas de que em plena pandemia do coronavírus, o Dr. Asfalto ainda é um grande cabo eleitoral para prefeitos do interior e das grandes cidades em campanha pela reeleição, vejam os dados da Petrobras.

Em outubro, as vendas de óleo diesel (em todas as especificações) bateram todos os recordes desde 2014 (ano eleitoral que antecedeu a grande recessão de 2015-16). Isso mostra que a economia está voltando aos trilhos.

Mas as vendas de asfalto da Petrobras também foram recordes, atingindo 265 mil toneladas, o maior volume mensal desde novembro de 2014.