Gastos contestáveis

José Peres
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Os deputados Anderson e Alana Passos, da ala heavy metal da pesada do PSL na Assembleia, resolveu cutucar um vespeiro e mergulhou em dados do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECP). Encontrou gastos no mínimo contestáveis como a contratação de serviços de perícia médica, através da empresa ACM Assessoria de Serviços Médicos Ltda, para concessão de Vale Social, no período de 25/08/14 até 24/08/2016, no valor de R$6.538.677,60, para os quais foram utilizados R$1.572.824,41 do FECP. O Tribunal de Contas do Estado, em voto do Conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento, constatou a prática de terceirização irregular dos médicos, por entender que este serviço deve ser executado por pessoal do Estado, como ocorria antes do contrato e após seu término. Outro achado do TCE referiu-se à contabilização inapropriada da despesa, que deveria ser classificada como "outras despesas de pessoal decorrentes de contratos de terceirização" para entrar no cômputo das despesas de pessoal para fins de verificação dos limites de gastos com pessoal previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A dupla de parlamentares promete aprofundar ainda mais a apuração.

Um estado desigual

O Rio de Janeiro possui uma das mais desiguais rendas do país, em relação ao seu PIB, o segundo do Brasil. Foi o que verificou o Instituto Fecomércio RJ de Pesquisas e Análises (IFec), que lançou luz sobre o assunto através do projeto "Rio em Números", um panorama socioeconômico do estado.

Afogado em números

A renda dos mais ricos é 56 vezes maior que a renda dos mais pobres e 86% da população vive com menos de dois salários mínimos. Ainda segundo o levantamento, a renda domiciliar per capita caiu cerca de 3% entre 2016 e 2017, para R$ 1.498,70. O estudo tem por objetivo levantar informações socioeconômicas trimestralmente, com foco regional e setorial.

O bom filhote

Bom exemplo está dando o deputado Carlos Jordy (PSL), vice-líder do governo na Câmara Federal. Ele dispensou o Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), afirmando que a Reforma da Previdência tem que ser igual para todos. "Se quisermos dar o exemplo, temos que cortar na própria carne", afirma Jordy, conhecido em Niterói como "Filhote de Bolsonaro". "Por isso, estou abrindo mão da aposentaria especial para me aposentar nas novas regras que estão por vir, como todo cidadão".

Câmara das cavernas

A era digital ainda não chegou na Câmara Municipal do Rio. Pelo menos é o que se depreende pela edição de quinta-feira do Diário Oficial. A administração da Gaiola Dourada vai torrar a baboseira de R$ 150 mil na compra de pastas e cadernos para os edis. Com essa grana, dava pra comprar um Ipad novinho pra cada vereador e ainda sobrava troco.

Comparações

Neto do "bilionário" ex-presidente Lula morre num hospital "meia boca" da periferia do ABC enquanto o motorista do Bolsonaro, literalmente, samba na cara da sociedade no caríssimo Albert Einstein. Faz a gente pensar, né não?