O concreto já rachou

Como era de se esperar, faltando mais de dois meses para a posse, rachou a bancada eleita do PSL para a Assembléia Legislativa. Como se sabe, a ala heavy metal do partido, liderada por Alexandre Knoploch e Rodrigo Amorim lançou a candidatura de Márcio Pacheco do PSD para disputar a presidência contra o petista André Ceciliano. Eles contavam com os 13 votos do partido e mais o espólio do deputado André Corrêa, preso no âmbito da Operação Furna da Onça. Só que a migração dos votos de Corrêa não veio como era esperado e o bolo desandou de vez quando o principal articulador da trupe, o senador eleito Flávio Bolsonaro, deixou de lado as negociações para se dedicar ao enrosco de seu ex-assessor. No entorno do governador eleito W2 foi então aceso um alerta. Witzel percebeu que se não encontrasse gente disposta a fazer mais política do que jogar para a galera, poderia dar início ao governo sem ao menos um cargo importante na Mesa Diretora. As conversas visando a composição de uma chapa única em torno de André Ceciliano contam com a participação direta do vice-governador eleito Cláudio Castro, do poderoso futuro secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão e dos futuros deputados Márcio Gualberto e Marcelo do Seu Dino.

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Pano de fundo

Por trás dos desentendimentos entre a futura bancada governista na Assembléia está a disputa pela Prefeitura do Rio em 2020. O PSL, que já lançou Rodrigo Amorim, vetou explicitamente a ideia da nomeação de Pedro Fernandes para a Secretaria de Educação. Não quer dividir a máquina do estado com o ex-brizolista e seu clã político.

Até os ácaros sabem

Virou piada entre a turma mais cascuda da Assembléia, a insistência do PSL em tirar do PSOL a Presidência da Comissão de Direitos Humanos. “É muita inabilidade política bater pé nessa questão”, comentava ontem um ácaro do Palácio Tiradentes. “Se não fossem amadores, tinham deixado com o PSOL a presidência e teriam feito a maioria da comissão”.

Questão de IDH

O economista Mauro Osório anda injuriado com o discurso de alguns colegas criticando um suposto inchaço no funcionalismo público, principalmente nos municípios, nos últimos 20 anos. Ele, o aumento é um resultado direto das determinações da Constituição de 1988 em termos de políticas públicas. “Uma análise mais correta desse período seria olhar as melhoras do IDH dos municípios”, diz Mauro. “Em 1991 não havia nenhum município brasileiro com IDH alto, em 2010 eram 1889. Com IDH muito baixo existiam 4.777 municípios em 1991. Já em 2010 apenas 32”.

Digital influencer

João Pedro Stédile anda impossível. Pouco mais de dois meses após sua estréia no twitter, o líder do MST já somou 245 postagens até o fechamento desta edição, uma média de três por dia. Se cuida, Carlos Bolsonaro.

É o cara

O professor Marcus Vinicius Rodrigues, da FGV, será o próximo presidente do INEP _ Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

Segurança presente

Em um de seus últimos atos como presidente da Comissão de Orçamento da Assembléia, o deputado Gustavo Tutuca conseguiu negociar a inclusão de R$ 25 milhões a mais para expansão do Programa Segurança Presente. As próximas regiões que contarão com o projeto serão Tijuca, Laranjeiras, Humaitá, Botafogo e Baixada Fluminense.

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LANCE LIVRE

A Funarte publicará em seu portal, a edição online do dicionário Técnico da fotografia clássica do renomado fotógrafo Pedro Vasquez, na quarta-feira. O instituto FAR, do Grupo Hinode, anunciou parceria com o instituto Ayrton Senna, com o objetivo de fortalecer a luta pela educação de qualidade e igualdade de oportunidades no Brasil.