Alta Costura resiste

E modelo brasileira aparece na Chanel

...
Credit......

As previsões eram pessimistas: janeiro passaria sem as coleções de Alta Costura e os desfiles masculinos. Só que tudo aconteceu como antes, sem plateia, mas com verdadeiras obras de arte como propostas de roupas e cenários. Ou como declarações otimistas e realistas. Dois bons exemplos: Bruno Pavlovsky, CEO da Chanel, elogiou o trabalho de Virginie Viard, que substitui Karl Lagerfeld. “Ela me surpreende a cada coleção. Desta vez, o conceito é menos excêntrico, menos kitsch do que antes”. Só que o “antes” se refere ao tempo de Lagerfeld, com que Virginie trabalhou como assistente.

Outra declaração, esta bem mais empolgante, é de Pierpaolo Piccioli, diretor de criação da grife Valentino. “A Alta Costura tem como essência como é feita e por quem é feita. São processos que transcendem a própria execução. Para ficar à altura deste ateliê impecável, mostramos a coleção em uma residência palaciana em Roma”.


Destaques de estilo

Macaque in the trees
Cavalo e vestido delicado na coleção inspirado no tarô, em imagem da Dior (Foto: Divulgação)

Parecem figurinos luxuosos, imagens de teatro, ao mesmo tempo há sinais de adaptação a um tempo sem muito objetivo festivo. Mas são deslumbrantes como criação. Maria Grazia Chiuri usou os símbolos do tarô em verdadeiros quadros clássicos. São cenas divulgadas em fotos ou o vídeo que encanta tanto por roupas como pela ambientação.

Macaque in the trees
Trio da Chanel, destaque para os tweeds e o decote do vestido preto (Foto: Divulgação)

Macaque in the trees
Mais um cavalo na Alta Costura, no Grand Palais, no desfile Chanel (Foto: Divulgação)

Na Chanel, há mais simplicidade no estilo. Os célebres tailleurs de tweed, os pretinhos, está tudo lá, cercado de flores no cenário e nos acessórios. Se a moda foi mais comercial, o evento teve suas excentricidades: um cavalo de verdade acompanhou as modelos no Grand Palais.

Macaque in the trees
Abertura Valentino em salão romano (Foto: Divulgação)

Outra imagem impressionante pela beleza é a abertura da coleção que Pierpaolo Piccioli criou para Valentino. Melhor ainda, a definição do estilista sobre suas propostas. “Este é o futuro, sem fronteiras de gênero, sem nenhuma fronteira”.

Macaque in the trees
Daniel Roseberry e sua musa Kim Kardashian com um modelo Schiaparelli (Foto: Divulgação)

Macaque in the trees
O couro modelado e o look branco da Schiaparelli (Foto: Divulgação/Daniel Roseberry)

Já Daniel Roseberry, o texano diretor de criação da grife Schiaparelli, aposta em mais criatividade do que nunca. E em ser um favorito das celebridades – vestiu Kim Kardashian no Natal, Lady Gaga na posse do Presidente Biden, entre as mais recentes. Ele mesmo fotografou a coleção, maioria em couro modelado, verdadeiro trabalho e escultura anatômica.

Macaque in the trees
Plumas e sedas no castelo que foi cenário de Ziad Nakad (Foto: Divulgação/Alexander Gregg)

Macaque in the trees
Esta noiva de Ziad Nakad demorou três meses para ser confeccionado (Foto: Divulgação/Alexander Gregg)

Menos famoso, mas competente, o libanês Ziad Nakad trabalhou durante o lockdown para criar a coleção inspirada nas aves do Paraíso. Muitas plumas, sedas e rendas, sexy e frívola. Com bordados à mão, feitos no ateliê do Líbano. As fotos feitas no Château de Vaux-le-Vicomte revelam até um belo vestido de noiva, que levou três meses para ser feito.

Macaque in the trees
Raynara Negrine, a modelo brasileira que desfilou para Chanel (Foto: Divulgação)

Presença brasileira
Raynara Negrini, 17 anos, filha de empregada doméstica, natural de Cachoeiro de Itapemirim (Espírito Santo), fez parte do prestigioso elenco de modelos na apresentação da Chanel. Está na Joy Model, mesma agência internacional que lançou Laís Ribeiro, outra brasileiro de sucesso, integrante das Angels da Victoria´s Secret. Linda, a Raynara!



...
.
.
.
.
.
.
.
.
.