Milão renova o estilo masculino

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Macaque in the trees
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Apesar das expectativas de ausência total dos lançamentos de janeiro – nem pensar em Alta Costura, em Paris _, as grifes masculinas de Milão apresentaram suas novidades. E que novidades: ideias capazes de chamar a atenção dos homens antenados, que devem se surpreender com as obras propostas.

Um mundo próprio

Macaque in the trees
Nova versão do jeans para o inverno, da grife Moschino (Foto: Foto: divulgação)

Macaque in the trees
Beleza de Artes Plásticas nos novos ternos criados por Jeremy Scott (Foto: Foto: divulgação)

Uma visão de Nova York desenhada por Deus Pai com lembranças de criança: este foi o ponto de partida de Jeremy Scott, autor da coleção Moschino. Seu currículo de estilista irreverente inclui modelos feitos com estampas de dólar, muitas plumas, muito pink, quando desfilava a marca própria em Paris, nos anos 1990. Agora, como diretor de criação da marca italiana, durante este período de isolamento, o americano Jeremy se sentiu em um sonho de infância. Nada de inspirações externas, de olhares para fora, apenas ele e seu mundo.
Fácil de vestir? Nem sempre, mas como roupa é uma obra de arte.

Com música exclusiva

 

Macaque in the trees
Calça em tecido metalizado, bolsinha para o álcool gel, na Fendi (Foto: Foto: divulgação)

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Estilo clássico, com suéter preta e calça com vinco, por Silvia Venturini para Fendi (Foto: Foto: divulgação)

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Os logos continuam fortes, até na sempre elegante Fendi (Foto: Foto: divulgação)

Silvia Venturini assina a coleção da Fendi para o inverno 21/22. Uma aventura otimista em um jogo de ilusões, que virou uma celebração tecnológica de luz e cor e uma mensagem de solidariedade e conexão com estes tempos surreais. A apresentação em cenário de módulos contou com a direção do artista italiano Nico Vascellari e a música What is Normal Today Silvia, música composta pelo londrino Not Waving.

Harlem em Milão

Macaque in the trees
Novas versões de camuflagem em blusões e calças largas, no jeito Harlem da Dolce Gabbana (Foto: Foto: divulgação)

Macaque in the trees
Ainda há tecidos ricos, como no look com tênis dourado. E a bolsa amarela deve atrair a clientela (Foto: Foto: divulgação)

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Para quem não curtiu o estilo Harlem, um conjunto mais básico, em preto com camiseta branca (Foto: Foto: divulgação)

Domenico Dolce e Stefano Gabbana, designers da Dolce Gabbana, são famosos pelo estilo barroco, pelas intervenções artesanais em bordados e estampas. Só que não: para o inverno deste fim de ano eles trouxeram a irreverência do RAP e do Harlem para o guarda-roupa dos homens que curtem os estilos de Milão.

Inevitável, o choque da mudança. Eleonora de Gray, editora-chefe do Runway Magazine, admiradora confessa e consumidora da moda da Dolce Gabbana, não aprovou o contraste com as tradições da dupla. Segundo Eleonora, “esta coleção é um exemplo do novo conceito criativo da Dolce Gabbana. Dizem que é o DNA da família, mas DNA não se trata apenas de aplicações em tênis e jaquetas. Em vez do See Now – Buy Now (vejo agora, compro agora) defino como See Now – I don’t Want it Now (vejo agora, não quero agora)”.

Mesmo com opiniões assustadas, é um mérito ter a coragem de desafiar a clientela acostumada com os brilhos e sensualidades das propostas da dupla italiana.



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Nova versão do jeans para o inverno, da grife Moschino
Beleza de Artes Plásticas nos novos ternos criados por Jeremy Scott
Calça em tecido metalizado, bolsinha para o álcool gel, na Fendi
Estilo clássico, com suéter preta e calça com vinco, por Silvia Venturini para Fendi
Os logos continuam fortes, até na sempre elegante Fendi
Novas versões de camuflagem em blusões e calças largas, no jeito Harlem da Dolce Gabbana
Ainda há tecidos ricos, como no look com tênis dourado. E a bolsa amarela deve atrair a clientela
Para quem não curtiu o estilo Harlem, um conjunto mais básico, em preto com camiseta branca