Madrid evita a pior final do Mundo

O Real Madrid colocou um pouco de ordem na casa. Convenhamos, seria o fim da picada uma final de Mundial entre Kashima Antlers e Al Ain! Coisa pra enterrar de vez o ridículo formato atual da competição, uma demagogia pura da Fifa, que produz jogos com um punhado de times ridículos e absolutamente inexpressivos no primeiro mundo da bola.

Após a saída de Cristiano Ronaldo, a má fase dos merengues é evidente, mas ainda assim o abismo técnico entre o seu elenco e os dos demais participantes (inclusive o River Plate) é assustador. Nosso Marcelo, por exemplo, tem mais talento no pé esquerdo do que todo o time japonês junto. O mesmo vale para Gareth Bale, autor dos três gols na vitória de ontem. E ainda há Modric e outros. Qual o sentido de um torneio assim?

Nos tempos do Mundial que reunia apenas os campeões da Europa e da América do Sul havia o confronto das duas principais escolas do futebol mundial. Agora, com a inclusão dos melhores da África, da Ásia, da América Central e da Oceania, além de uma equipe do local que sedia a competição, privilegia-se a política, em nome de uma demagógica “igualdade esportiva”. Pura balela.

Com o gigantesco desequilíbrio econômico que o mercado produz há tempos, e aumenta ano após ano, nem mesmo o confronto entre europeus e sul-americanos faz mais muito sentido. Em 99% das vezes, seja quem for o campeão da Liga dos Campeões só perderá do vencedor da Libertadores se entrar em campo dormindo...

Histórico preocupante

Tomara que dessa vez dê certo. Mas ao ouvir que o Flamengo está interessando no meio-campo Matías Vargas, jovem revelação do Vélez Sarsfield, é impossível não lembrar de Sambueza, Fierro, Colace, Borghi, Lucas Mugni, Maxi Biancucchi, Bottinelli, Canteros, Mancuello e que tais. O único argentino que eu vi fazer sucesso de verdade e virar ídolo no rubro-negro foi Narciso Doval, nos anos 70.

Perspectivas sombrias

É verdade que a situação financeira de Vasco, Botafogo e Fluminense não permite ousadias. Mas o balanço de jogadores vendidos e comprados pelos três clubes até agora aponta para um 2019 tão medíocre quanto foi 2018 para o trio carioca. Só mesmo revelações das categorias de base podem mudar um pouco esse panorama sombrio.

O problema é que a garotada mais talentosa está sendo vendida antes mesmo de estrear entre os profissionais. Tricolores, vascaínos e botafoguenses que apertem os cintos e preparem seus corações. Vem mais um ano de sofrimento por aí.