Congresso debate avanços no tratamento da endometriose

Será realizado nos dias 29 e 30 de novembro, 1º de dezembro, no Brisa Barra Hotel (Av. Lúcio Costa, 5.700), o congresso Endometriose in Rio, que vai abordar, entre outros temas, as novas fronteiras no diagnóstico e tratamento da endometriose, com transmissão de cirurgias ao vivo diretamente do Hospital Copa Star, em Copacabana. Durante o congresso será lançada a Campanha de Esclarecimentos sobre Endometriose 2019, que terá como madrinha a atriz Letícia Colin.

Segundo o Dr. Claudio Crispi, coordenador geral do evento, a endometriose continua crescendo no Brasil, principalmente entre as mulheres mais jovens, por falta de informação de pacientes e profissionais de saúde. É uma doença silenciosa que vem causando devastação no organismo feminino, e está virando caso de saúde pública no país.

A endometriose como é de difícil diagnóstico, uma vez que os sintomas são comuns a várias doenças, destrói vários órgãos das pacientes, até ser descoberta. Pelo grau de destruição da doença, os países mais avançados da Europa e os Estados Unidas já mantêm campanhas permanentes de esclarecimento e reciclagem para médicos, para possibilitar um diagnóstico precoce e deter o avanço da doença.

No Brasil, grande parte dos médicos que não são especialistas ainda não sabe como lidar com a doença, que tem sido detectada cerca de até 10 anos depois de seu aparecimento, o que pode mutilar a mulher. E um alerta importante: a doença pode ser tratada com uma cirurgia que, quando bem realizada, não necessita de outras cirurgias, como vem ocorrendo em vários casos. Por isso, explica o professor Crispi, a necessidade de cursos de treinamento e capacitação, para que os profissionais fiquem realmente habilitados a tratar a Endometriose.

Uma das principais conseqüências da endometriose é a infertilidade. Cerca de 50% dos casos de infertilidade nas mulheres do mundo inteiro, são causados pela doença, que atinge 15% da população feminina entre 15 e 45 anos.

Os principais sintomas da endometriose são cólica menstrual intensa, sangramentos na urina ou nas fezes e dor forte durante o ato sexual.

As cirurgias robóticas de endometriose estão chegando ao Brasil com enorme sucesso, uma vez que são menos invasivas e traumatizam menos os tecidos. Elas já vem sendo utilizadas nos centros mais avançados do mundo, com altos índices de aprovação.

Segundo o Dr. Claudio Crispi , presidente do Instituto Crispi, a cirurgia robótica foi introduzida a partir do ano 2000, e vem tendo um aumento acentuado em suas indicações desde então. As cirurgias que são realizadas por via laparoscópica, podem ser feitas através do robô, com mais eficácia e segurança.

O uso do robô Da Vinci, que é o utilizado no Brasil, favorece uma cirurgia menos invasiva, com visualização muito melhor dos órgãos que estão sendo operados – a visão do cirurgião é em três dimensões - tornando-se menos invasiva e levando a menor trauma dos tecidos.

 

Quem controla os movimentos do robô é o cirurgião que, através de um console especial, controla tudo o que acontece dentro do corpo. As pinças tem um movimento mais delicado e preciso devido a esta interface entre os braços do cirurgião e os órgãos do paciente que está sendo operado. As pinças robóticas foram especialmente desenhadas para simular os movimentos das mãos do cirurgião, permitindo uma destreza nunca alcançada pela cirurgia laparoscópica. O robô auxilia o cirurgião treinado a realizar suas cirurgias com mais segurança e precisão.

 

No aparelho digestivo, praticamente todas as cirurgias podem ser realizadas através da assistência do robô. As cirurgias assistidas pelo robô ajudam sobremaneira o cirurgião a trazer maior benefício e segurança para seus pacientes, com uma recuperação muito mais rápida.

No Rio, a cirurgia robótica de Endometriose já pode ser feita em alguns hospitais públicos, como o INCA.