Astrofísicos desconfiam que haja 'galáxia invisível' escondida na Via Láctea

Cientistas acreditam que no coração de cada galáxia, inclusive na Via Láctea, exista um buraco negro supermassivo (SMBH, na sigla em inglês) com uma grande gravidade.

Segundo os últimos descobrimentos, é possível que haja milhões de buracos negros pequenos, do tamanho de uma estrela, orbitando a poucos anos-luz do centro.

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Astrofísicos desconfiam que haja 'galáxia invisível' escondida na Via Láctea (Foto: CC0/Pixabay)

Anteriormente pensávamos que as órbitas dos objetos estelares ligeiros e massivos se distribuíam uniformemente em todas as direções ao redor de buracos negros supermassivos, agora sabemos que as estrelas massivas e os buracos negros tipicamente se separam em um disco, explicou o autor principal do estudo, Akos Szolgyen.

 

Cientistas simularam a interação das órbitas estelares em "agrupamentos de estrelas nucleares" (grupos de estrelas com altas densidade e luminosidade), que se encontram perto do centro de massa da maioria das galáxias, segundo estudo publicado na Physical Review Letters.

Szolgyen acredita que os aglomerados de estrelas nucleares possam se formar de duas maneiras diferentes: a primeira sugere que o gás voou ao centro da galáxia e formou estrelas em torno do agrupamento do buraco negro supermassivo; a outra maneira sugere que aglomerados globulares antigos se deslocaram em espiral até o centro galáctico, onde acabaram sendo destruídos pelas forças gravitacionais do buraco negro supermassivo.

Foi concluído que os milhares de buracos negros já previstos, ao redor do centro galáctico, escondem-se dentro da estrutura do disco mostrado nos modelos.

"Se milhares de buracos negros residem em um disco ao redor do buraco negro supermassivo central, podem deformar e perfurar coletivamente as nuvens de gás do ambiente em núcleos galácticos ativos desde onde se observam fluxos de saída altamente energéticos […] Estas saídas podem afetar fundamentalmente a estrutura em grande escala da galáxia, inclusive a milhares de anos-luz de distância", disse um dos autores do estudo, Bence Kocsis.