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Pesquisador da UFF é um dos mais influentes do planeta, segundo pesquisa britânica

Jornal do Brasil REDAÇÃO JB, redacao@jb.com.br

O docente do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense, Roldan Petro Muradian Sarache, está entre os pesquisadores mais influentes do mundo, de acordo com a pesquisa produzida pela consultoria britânica Clarivate Analytics. Divulgada anualmente desde 2014, a lista Highly Cited Research é elaborada a partir de uma análise quantitativa de citações de artigos publicados por um pesquisador ao longo de uma década, utilizando a plataforma Web of Science. Os 6216 profissionais selecionados em 21 áreas do conhecimento pertencem ao grupo dos 1% de cientistas que mantiveram as mais altas médias de citações durante esse período.

Muradian, que teve 27 publicações científicas analisadas pela consultoria inglesa, explica que o número de citações é um critério importante na ciência, pois indica o grau de influência das publicações e a consequente relação com a qualidade e grau de inovação da pesquisa. Segundo ele, para as universidades brasileiras, o aumento do número de pesquisadores com alta influência global é muito importante. “O baixo impacto internacional é um problema estrutural no país devido a uma série de fatores. Minha avaliação é de que a pesquisa no Brasil é de qualidade, mas ainda tem pouca projeção internacional”, analisa.

O professor da UFF atua na graduação e pós-graduação e é especialista em Economia Agrária com ênfase em Economia dos Recursos Naturais. Sua área de pesquisa é a economia ecológica, trabalhando principalmente nos seguintes temas: pagamentos por serviços ambientais, comércio e meio-ambiente, governança ambiental, globalização e migração.

Além de Roldan Muradian, outros 14 pesquisadores brasileiros estão mencionados no ranking internacional; Adriano Gomes Cruz (Instituto Federal do Rio de Janeiro – IFRJ), Alvaro Avezum (Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia), Cesar G. Victora (Universidade Federal de Pelotas); Flavio Kapczinski (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Henriette M. C. de Azeredo e Renata Valeriano Tonon (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa), José A. Marengo (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe), Mauro Galetti (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp), Miriam D. Hubinger (Universidade Estadual de Campinas – Unicamp). Além desses, cinco pesquisadores são da Universidade de São Paulo (USP): Andre Russowsky Brunoni e Renata Bertazzi Levy, da Faculdade de Medicina (FM); Houtan Noushmehr, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP); Paulo Eduardo Artaxo Netto, do Instituto de Física (IF); e Carlos Augusto Monteiro, da Faculdade de Saúde Pública (FSP).

Os Estados Unidos são o país com maior número de pesquisadores mencionados, 2.737 ao todo; em seguida, aparece a China, com 636; e, em terceiro lugar, o Reino Unido, com 516. A Universidade de Harvard (EUA) é a instituição de pesquisa com maior número de pesquisadores citados, 203. A lista também inclui 23 laureados com o Prêmio Nobel, dos quais três foram anunciados este ano: Gregg L. Semenza, na área de Medicina; John B. Goodenough, em Química; e Esther Duflo, em Economia.

Para conhecer melhor a pesquisa de Roldan Muradian, acesse seu último artigo publicado, sobre o fenômeno político crescente e global que combina autoritarismo e anti-ambientalismo.

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