Foi encontrado 'Titanic chileno' naufragado há 95 anos com 400 pessoas a bordo

Nas profundezas marítimas foi finalmente encontrado o navio chileno afundado no início do século passado.

Uma expedição científica, liderada pela Universidade Católica do Norte (UCN), a Marinha do Chile e várias ONG do país, descobriu, a 200 metros de profundidade, os restos do Itata, navio cujo naufrágio, ocorrido há 95 anos com mais de 400 pessoas a bordo, é considerado o mais grave da história marítima do país.

De acordo com a UCN, após anos de busca, o descobrimento do chamado "Titanic chileno" foi feito na quarta-feira (8) perto do litoral norte do país, entre as regiões de Chungungo e Coquimbo.

Os investigadores conseguiram encontrar o navio na profundidade de 200 metros só graças a um veículo operado à distância (ROV, sigla em inglês), visto que os mergulhadores não eram capazes de descer a tal profundidade.

"O descobrimento do Itata é o mais importante em termos de patrimônio subaquático", indica um dos biólogos que chefia a investigação, Carlos Cortés.

Entretanto, os investigadores planejam realizar uma nova expedição ao lugar usando mais uma vez o ROV com o objetivo de resgatar algumas peças do navio, para abrir um novo museu nessa região.

"O descobrimento é mais um atrativo turístico para uma região reconhecida mundialmente por sua riqueza natural", sublinha a UCN.

Em 28 de agosto de 1922, o navio a vapor Itata, que se dirigia de Coquimbo para Antofagasta, afundou-se devido a uma violenta tormenta. As 374 vítimas mortais eram principalmente trabalhadores das minas de salitre que viajavam com suas mulheres e filhos. Só 26 pessoas sobreviveram à catástrofe, embora testemunhos da época indicassem que havia muitas mais pessoas a bordo.

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