Institutode Psiquiatria da UFRJ promove debate sobre o trabalho com argila

Especialistas convidados fazem análise referente aos documentários que serão exibidos

Manipular o barro encanta pessoas de todas as idades, proporciona satisfação, expressão de sentimentos e tem enorme valor terapêutico. Em função de todos estes benefícios à qualidade de vida, nos próximos dias 27 e 28 de outubro, das 14h às 18h, o Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro promove exibição de curtas-metragens sobre o trabalho com argila, premiados no Festival de Vídeo de Montpellier, na França. A atividade faz parte do II Ciclo de Cinema sobre Cerâmica 2017, com entrada é gratuita – é sugerido o pagamento de R$ 20, como taxa de manutenção.

Idealizado e organizado pela psiquiatra e psicanalista Cristina Amendoeira, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ), e pela escultora e documentarista Heloisa Alvim, o encontro resgata a prática simples da argila e trata da arte realizada em países como Brasil, Burkina Faso, Bangladesh e Peru.

A argila é um material que convida a pensar nas relações entre os elementos terra, água, fogo e ar. Ela resiste ao tempo. Remete a conteúdos arcaicos. São os objetos de barro, inclusive, que arqueólogos buscam para compreender as civilizações, desde a pré-história até os dias de hoje, em todos os continentes.

O manuseio do barro é um recurso expressivo e terapêutico para pessoas especiais. Oficinas de modelagem foram criadas pela Dra. Nise da Silveira em 1949, e funcionam até hoje no Museu de Imagens do Inconsciente. O barro oferece expressão a quem ‘se acha mergulhado no mundo arcaico de pensamentos, emoções e impulsos fora do alcance das elaborações da razão e da palavra’, descreve a Dra. Nise.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo e-mail [email protected]. O Instituto de Psiquiatria da UFRJ fica na Av. Venceslau Brás, 71 – Botafogo.

Serviço: II Ciclo de Cinema sobre Cerâmica 2017

Datas: 27 e 28 de outubro, sexta e sábado, das 14h às 18h

Local: Auditório Leme Lopes - Instituto de Psiquiatria da UFRJ - Av. Venceslau Brás, 71 - Botafogo

Ingresso: gratuito (R$ 20 são sugeridos para manutenção)

Inscrições: [email protected]

Sobre as organizadoras

Heloisa Alvim - Escultora premiada nascida no Brasil. Viveu mais de 24 anos na França. Participou de cursos, conferências, criações e exposições difundindo sua paixão pela argila no mundo todo. Integrou os grupos de estudo da Dra. Nise da Silveira no Museu de Imagens do Inconsciente entre os anos 1960 e 1970. Trabalhou com deficientes utilizando a argila como recurso de integração e de expressão. Realizou vários documentários sobre a arte da cerâmica ao redor do mundo com seu irmão, Leonardo Alvim. Construiu um acervo significativo do trabalho com barro nas diversas culturas.

Cristina Amendoeira - Doutora em Psiquiatria, Psicanálise e Saúde Mental pela Faculdade de Medicina da UFRJ, com a pesquisa interdisciplinar "A expressão artística e a esquizofrenia – o caso de Adelina Gomes por meio das imagens". Médica do Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Pesquisadora do Grupo do CNPq Memória, Museus e Patrimônio. Artista e pesquisadora, colaboradora do Museu de Imagens do Inconsciente.