Hospital São Francisco de Assis inaugura 2ª Organização de Procura de Órgãos

Dando continuação às ações pela Semana Nacional da Doação de Órgãos, o Hospital São Francisco de Assis, inaugura, nesta quarta-feira, dia 24, a segunda Organização de Procura de Órgãos (OPO) do estado. A solenidade na unidade contará ainda com missa celebrada pelo cardeal Dom Orani Tempesta. Sede do Centro Estadual de Transplantes desde o início de 2013, o hospital já é hoje a unidade com maior volume de cirurgias de doadores falecidos em todo o estado do Rio de Janeiro.

As OPOs foram criadas com o intuito de descentralizar e aperfeiçoar o processo de doação de órgãos e tecidos, consolidando o trabalho Programa Estadual de Transplantes (PET). Elas atuam em conjunto com as equipes já existentes do PET, como o grupo de Terapia Intensiva e a Coordenação Familiar, por exemplo, responsáveis pelo suporte clínico aos potenciais doadores e às famílias, respectivamente. As notificações de órgãos continuarão a ser feitas ao PET através do Disque Transplantes. Em outubro, começam a funcionar ainda as OPOs de Itaperuna e Petrópolis. A primeira funciona desde o início do ano no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (IECAC), no Humaitá. 

Em 2014, de janeiro a setembro já foram feitas 195 captações e 1.025 transplantes de órgãos e tecidos no RJ. O número já é três vezes maior que o alcançado em todo o ano de 2008 e deixa o estado à frente de países como Suécia, Alemanha e Dinamarca. A criação do PET, em 2010, permitiu não só estruturar melhor todo o processo de transplantes no estado, como a incrementar as captações de órgãos. 

De lá pra cá, o RJ saiu da lanterna do ranking nacional e hoje é o segundo estado em números absolutos de doações. Paralelamente, a Secretaria de Estado de Saúde criou parcerias para a criação de dois bancos de olhos e inaugurou o Centro Estadual de Transplantes e o Hospital Estadual da Criança, responsável por realizar procedimentos infantis. Além disto, o Estado habilitou o Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu para transplantes de tecido músculo esquelético.

O novo cenário permitiu que o estado aumentasse em 50% o número de transplantes de órgãos e 300%, os de tecidos. Entre os anos de 2006 e 2009, foram realizados 1.150 transplantes de órgãos e 444 de tecidos. No triênio seguinte, após o início das atividades do PET, foram feitos 1.715 transplantes de órgãos e 1.701 de tecidos. 

Com isso, a fila de pessoas aguardando por um transplante de órgãos caiu cerca de 70% nos últimos seis anos, recuando de 7.580 para 2.369. A fila por transplante de fígado foi a que mais reduziu nesse período, com queda de 73%. Em seguida, as filas que mais caíram foram por rim (70%) e córnea (65%).