Redutor de colesterol reconhecido mundialmente chega ao Brasil 

Um dos fatores de risco mais comuns para doença cardiovascular é a dislipidemia (alteração do colesterol e/ou dos triglicérides), que responde por 50% do risco de infarto agudo do miocárdio e 25% de derrame. E a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) anunciou que, a partir de 28 de setembro, data do congresso anual, serão apresentadas as novas orientações sobre o limite saudável do LDL no sangue. Antes, o normal era de até 100 miligramas por decilitro para pacientes com alto risco de doenças cardiovasculares - aqueles que têm histórico familiar ou que associam tabagismo com hipertensão, por exemplo. Agora a luta deve ser para ficar abaixo de 70 miligramas.

O tratamento mais eficiente para redução do colesterol são as estatinas. E depois de oito anos sem novidades no segmento de estatinas, acaba de chegar ao país uma nova opção de tratamento para esse problema – apitavastatina cálcica. Essa é mais uma opção para aquelas pessoas que precisam de medicamentos para reduzir o colesterol, o que não conseguem apenas com uma alimentação e estilo de vida saudáveis, com algumas vantagens em relação às demais estatinas.

Além de reduzir o colesterol ruim, ajuda a aumentar o colesterol bom, o que é particularmente atraente para diabéticos, que têm dificuldade em manter os níveis de HDL elevados; apresenta menos efeitos colaterais em relação às demais estatinas; por possuir um metabolismo diferenciado, tem menor nível de interação com outros medicamentos, portanto, mais segura para pacientes que utilizam vários medicamentos ao dia.

Esta nova estatina será apresentada durante o Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que acontece no Rio de Janeiro.