Profissão de Engenheiro em Nanotecnologia é tema de palestra no Crea

Um estudo recente da pesquisa de mercado Global Industry Analysts indica que a taxa anual do mercado de produtos que incorpora nanotecnologia é crescente, com a expectativa de chegar a US$ 2,4 trilhões em 2015 nos EUA. No mesmo ano, de acordo com a National Science Foundation, a necessidade de profissionais de tecnologia trabalhando em nanotecnologia irá aumentar para 800.000 funcionários nos Estados Unidos e para mais de 2 milhões em todo o mundo. No Brasil, a discussão sobre a carreira já é uma realidade.

Nesta terça-feira, 2 de julho, às 18h30, o professor Marco Aurélio Pacheco, coordenador do curso de Engenharia em Nanotecnologia do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), estará no Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro) para falar sobre as perspectivas e vantagens dessa que é uma das profissões mais recentes da última década. 

A palestra, aberta a todos os profissionais e estudantes do Sistema CONFEA/CREAS e demais interessados no tema, objetiva oportunizar aos participantes informações sobre a Engenharia em Nanotecnologia como uma nova profissão que aplica o conhecimento técnico e científico para inovar e aperfeiçoar materiais, estruturas, máquinas, instrumentos, sistemas e processos com propriedades e funcionalidades diferenciadas, através da habilidade de criar e manipular a matéria em nível atômico e molecular, o que possibilita a descoberta de novos e, muitas vezes, impensáveis produtos e materiais, mais eficientes e de mais baixo custo.

Acompanhado de três alunos de doutorado, Marco Aurélio Pacheco vai levar o 'Kit Nano' que, além dos equipamentos comuns a laboratórios de química, inclui plantas, argila, água, mel, café, suco de uva, lã de aço, canetas, isqueiro e até mesmo um ovo de galinha. Quem estiver presente acompanhará, por exemplo, a produção de tinta invisível com efeito antiembaçante; como criar um revestimento para madeira resistente ao risco; como produzir ouro em nanoescala e, o que faz mais sucesso: a chamada 'memória metálica', em que é possível ver a movimentação dos átomos em nanodimensão. 

"É de vital importância a regulamentação desta profissão, que é uma realidade no mercado", revela Marco Aurélio Pacheco. O curso, criado em 2011, foi pioneiro na América Latina, um dos dez primeiros criados no mundo voltado para engenheiros e já conta 35 alunos e cerca de 50 pesquisas em andamento. A profissão de Engenheiro em Nanotecnologia é multidisciplinar e agrega inovação, oportunidades crescentes no mercado de trabalho e uma revolucionária mudança de costumes no consumo.

Entre os produtos já existentes graças à nanotecnologia, podemos destacar pinturas com revestimentos de nano partículas contra arranhões e corrosão, roupas leves e confortáveis, porém, de alta resistência física e que bloqueiam radiações ionizantes, feitas a partir de polímeros nano estruturados, filtros solares com alto poder de absorção de raios UV, vidros autolimpantes, spray de vidro líquido que protege qualquer superfície de danos causados por água, radiação ultravioleta, sujeira, calor e bactérias - as empresas que não se reinventarem devem acabar 'engolidas' pelo mercado. 

O Crea-RJ fica na Rua Buenos Aires, 40, 5º andar, Centro.