Governo investe R$ 155 milhões para atrair 'cérebros' ao país

Com a falta de mão de obra especializada no Brasil, o governo investe na atração de cientistas internacionais e na busca de brasileiros que concluíram doutorado e pós-doutorado em instituições estrangeiras e não retornaram ao país. 

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, com o programa Ciência Sem Fronteiras, 597 especialistas já foram selecionados para desenvolver pesquisas em solo nacional. A meta é chegar a 1.250 até 2015. Até agora, R$ 155 milhões já foram comprometidos com a ideia de atrair os "cérebros".

Duas modalidades do programa, lançado no final de 2011, estão focadas nessa tarefa: a bolsa para atração de jovens talentos e a de pesquisador visitante especial. As áreas prioritárias são engenharias, ciências exatas e da saúde, biologia, tecnologias e indústria criativa. 

Os cientistas recebem uma bolsa mensal de R$ 7 mil ou R$ 14 mil, além de auxílio anual para desenvolvimento da pesquisa. 

Na Faculdade de Medicina da USP, por exemplo, uma bióloga cubana está envolvida na construção de um laboratório para estudo da sinusite.

Outra pesquisadora, brasileira, desenvolveu uma fórmula para o tratamento de infecção na córnea e já pediu a patente da descoberta.