Instagram nega que tenha perdido 25% de seus usuários

O Instagram negou a perda de 25% dos seus usuários, dado publicado na quinta-feira pelo New York Post. O jornal usou dados de uma pequena empresa chamada AppData, que faz o rastreamento de estatísticas do Facebook. Um porta-voz do Instagram afirmou ao site de tecnologia americano que esses dados eram "imprecisos". "Nós continuamos a ver um crescimento forte e estável em usuários registrados e ativos do Instagram", afirmou.

Segundo o AppData, o Instagram havia perdido um quarto dos seus usuários ativos diários na semana passada, o que a empresa atribuiu à mudança na política de uso de dados da rede social, que irritou muitos usuários. Os dados, segundo o Gizmodo, representam um pequeno subconjunto de usuários do Instagram que conectam as suas contas na rede de fotos ao Facebook, e não o total de usuários do serviço.

Entenda o caso

As mudanças nas políticas de serviço do Instagram foram anunciadas no dia 17 de dezembro e devem entrar em vigor em 16 de janeiro. Na primeira versão anunciada, as novas regras permitem que a companhia gere receita publicitária para o Facebook dando aos anunciantes o direito de exibir fotos de usuário e outras informações pessoais para a publicidade - ou, na interpretação dos usuários, venda as suas fotos sem qualquer compensação.

O Instagram gerou protestos por usuários, que acabaram forçando o CEO da empresa a se manifestar, negando que o serviço tivesse a intenção de vender o conteúdo gerado pelos cadastrados. No mesmo post em que anuncia a revisão das regras, Kevin Systrom diz que o Instagram não tem a intenção de vender as fotos do serviço, garantindo assim que o aplicativo não se tornará uma agência de venda de fotos.

Lançado em outubro de 2010, o Instagram foi comprado pelo Facebook neste ano, por US$ 1 bilhão, em um negócio considerado um reconhecimento da força do aplicativo de fotos. Em setembro, Mark Zuckerberg disse que o serviço tinha 100 milhões de usuários.