Novas tecnologias proporcionam audição perfeita e qualidade de vida 

Nos últimos 12 anos, cresceu a expectativa de vida média do brasileiro, que hoje já passa de 73 anos. Apesar de o indicador ainda estar abaixo do registrado no Japão e em países da Europa, o considerável aumento da longevidade traz à tona a questão: como garantir qualidade de vida a cada vez mais numerosa terceira idade no Brasil?

Prevenir os problemas é sempre a melhor maneira de lidar com o envelhecimento. Ir regularmente ao médico e manter uma alimentação equilibrada são maneiras de evitar problemas de saúde. Muitos já seguem essas orientações, mas ainda relutam quando o assunto é surdez. Cuidar da saúde auditiva é tão importante quanto cuidar do resto do corpo, pois uma boa audição garante um convívio saudável em sociedade e traz mais alegria de viver.

A perda na capacidade de ouvir implica em isolamento do indivíduo e pode levar à depressão. Como a dificuldade de audição ocorre de forma gradual, as pessoas resistem em assumir o problema, acabando por só encarar a surdez quando ela já é grave.Para muitos dos desgastes do corpo humano, inerentes à idade, sempre se busca uma solução. Na área auditiva, a tecnologia cada vez mais avançada surge como uma grande aliada do deficiente auditivo.  

"Já existem modernos aparelhos, como os da linha Claris, da Telex, com som digital, que garantem uma audição perfeita e sem constrangimentos - pois são praticamente invisíveis no ouvido, mesmo para aqueles que têm perda auditiva severa. Atualmente, as próteses auditivas são minúsculas. O uso diário do aparelho e o apoio da família são essenciais para que o indivíduo resgate sua qualidade de vida", lembra a fonoaudióloga Isabela Gomes, da Telex Soluções Auditivas.  

É necessário enfatizar, portanto, a importância de uma visita ao médico, logo que houver as primeiras suspeita de dificuldades para ouvir. Cabe ao otorrinolaringologista o exame e acompanhamento do paciente, e a indicação, se for o caso, do uso do aparelho auditivo.

Segundo os especialistas, a maioria das pessoas experimenta algum grau de perda auditiva a partir dos 40 anos, por causa do envelhecimento natural do corpo, quando as células ciliadas do ouvido interno começam a morrer. O processo é diferente em cada um, mas aproximadamente uma em cada dez pessoas desta faixa etária tem um grau de perda que indica a necessidade do uso de um aparelho. Depois dos 65 anos, a perda auditiva, conhecida como presbiacusia, tende a ser mais severa. Por isso, o melhor é procurar um médico otorrino aos primeiros sinais de surdez.