Empresas não registram falhas após corte de servidores do FBI

O corte na internet de usuários infectados com um vírus descoberto em 2007 marcado para a madrugada de segunda-feira parece não ter causado grandes problemas ao redor do mundo. De acordo com o site CNET, as empresas de segurança não relataram interrupções significativas ligadas ao vírus DNSChanger. "Nós não recebemos um único relato" de alguém que perdeu o acesso à internet, afirmou Johannes Ullrich, chefe de pesquisa do Instituto SANS.

O malware, conhecido como DNSChanger, começou a se espalhar em 2007 e ainda hoje circula por computadores no mundo todo. Para parar a disseminação da praga, o FBI desligou nesta madrugada os servidores para onde as máquinas infectadas estavam sendo direcionadas, fazendo com que elas ficassem sem acesso à internet.

De acordo com o CNET, a campanha de conscientização das últimas semanas parece ter funcionado, e milhares de usuários afetados pelo vírus usaram ferramentas online disponibilizadas por empresas de segurança para eliminá-lo. O número de computadores infectados caiu para 211 mil mundialmente na noite de domingo, ante um total de 252 mil há alguns dias.

Além disso, segundo a empresa de segurança F-Secure, muitos provedores de internet configuraram servidores DNS próprios para serem utilizados depois do desligamento dos do FBI, fazendo que seus clientes, mesmo que ainda infectados pelo DNSChanger, continuem conectados.

O DNSChanger é um malware customizado que se espalhou através de canais convencionais como e-mails infectados, sites de segurança duvidosa e scripts, e forçava computadores contaminados a se conectarem a falsos servidores, direcionando-os para locais de escolha dos próprios malfeitores, muitos destes de natureza fraudulenta, em que os golpistas lucram com propaganda.