Pesquisador brasileiro ajuda a montar tipos de DNA artificial 

Um pesquisador brasileiro e colegas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram seis tipos de "XNA", formas sintéticas de DNA, cuja composição química não existe em nenhum ser vivo. No estudo, cujo primeiro autor é o bioquímico de São Paulo Vitor Pinheiro, a equipe também encontrou maneiras de fazer as moléculas se replicarem e transferirem informação para o DNA tradicional. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Os pesquisadores mexeram nas moléculas de açúcar de um DNA, que na substância natural possuem cinco átomos de carbono em sua estrutura. Esse açúcar foi substituído por outros tipos de molécula com até seis carbonos. Depois, a equipe identificou os polimerases (substâncias que montam a cadeia de DNA) que eram capazes de trocar informações com as moléculas sintéticas e usaram várias formas de XNA para criar os aptâmeros, pequenas moléculas que podem ser comparadas a anticorpos e podem ser promissores como medicamentos. 

Porém, o organismo pode destruir a molécula com facilidade se os aptâmeros forem feitos com DNA natural. Esta é a vantagem dos XNAs que, por não serem alvos naturais do organismo, poderiam ter uma ação mais potente contra doenças.