Produção em escala vai baratear tablet brasileiro, diz secretário

Desde maio do ano passado as fabricantes de eletrônicos estão autorizadas a fabricar tablets no Brasil com incentivo fiscal, permissão que faz parte de uma estratégia para baratear os dispositivos no País. Mas, até agora, a queda de preços ainda é inferior aos 30% a 40% estimados pelo governo quando concedeu o benefício, segundo a Folha de S. Paulo. Ao jornal, o secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgílio Almeida, explicou que os preços dos aparelhos só devem diminuir quando houver maior escala de produção, com consequente diluição nos custos. O uso de peças nacionais nos aparelhos também influenciaria uma queda de preços.

Folha de S. Paulo verificou preços de tablets fabricados no País, e aponta que o modelo Galaxy Tab 10.1, da Samsung, teve redução de R$ 20 a R$ 30, ou 1% a 2%. Consultada pelo jornal, a sul-coreana afirma que a importação de peças e a mão de obra são custos maiores do que os impostos que foram reduzidos pelo governo. O diretor de produto da fabricante asiática, Roberto Soboll, acrescenta que a popularização dos tablets deve ajudar na redução de preços. 

A Motorola, que hoje vende o tablet Xoom por valor cerca de 21% menor do que o iPad da Apple (importado), afirma que repassou uma parte do incentivo fiscal em redução de preços ao consumidor - 13% no modelo com 3G e 15% na versão só com Wi-Fi. Além das duas companhias, outras seis empresas já estariam fabricando tablets no Brasil, de um total de 11 autorizadas a fazê-lo. Outras 17 empresas pediram a permissão e aguardam resposta do governo.