Criador de softwares P2P é absolvido de processo com gravadoras 

Em uma decisão considerada histórica, o espanhol Pablo Soto, 32 anos, criador de programas de troca de arquivos online P2P como Blubster, Piolet e Manolito, venceu uma batalha contra as gravadoras que se arrastava há três anos na Justiça. Nesta segunda-feira o juiz rejeitou o pedido de processo de cinco gravadoras: Promusicae, Warner, Universal, EMI e Sony BMG para que Soto pagasse 13 milhões de euros. Ainda cabe recurso. As informações são do site do jornal El País.

As gravadoras entraram com um processo em Madrid em junho de 2008. Nas mais de 100 páginas da ação, foi alegado que Soto havia desenvolvido o programa com "lucro evidente" para se aproveitar das obras de terceiros. O jovem alegou que apenas desenvolveu uma ferramenta tecnológica e que "não poderia ser cobrado pelo o uso que demais pessoas poderiam dar" ao P2P. No caso, baixar músicas de maneira ilegal.

De acordo com o El País, Soto, que também é músico, liberava o aplicativo de graça em troca de publicidade. Uma versão "premium" do programa era vendida por 15 euros.

O advogado de Soto, David Bravo, chamou a decisão de "histórica" em seu site. "O caso Soto tem uma relevância internacional, pois faz parte da estratégia global seguida pelas multinacionais contra qualquer desenvolvedor de tecnologia que elas consideram prejudicial a seus interesses", escreveu. Da decisão, ainda cabe recurso

Soto disse ter ficado emocionado com a notícia. Pelo Twitter, ele escreveu diversos OMG (Oh My God) e desabafou: "estou chorando de felicidade". "Treze milhões de obrigados a todos! Esta noite vou tomar algumas cervejas com vocês", comemorou.