Depois de 27 anos solteiro, gorila Idi Amin recebe duas fêmeas

Depois de mais de 27 anos de solidão, Idi Amin, único gorila em cativeiro na América do Sul, recebeu nesta quinta-feira duas novas companheiras no zoológico de Belo Horizonte. Imbi e Kifta vieram da Fundação John Aspinall, da Inglaterra, e chegaram na capital mineira no último dia 19 de agosto. Desde então as duas passaram por um período de adaptação ao novo ambiente e, na manhã desta quinta-feira, foram liberadas para frequentar a jaula do gorila.

O médico-veterinário e diretor da Fundação Zoobotânica, Carlyle Coelho, contou que "é uma vitória muito grande para o zoológico a chegada das duas gorilas. Idi, até então, era o único representante da espécie em cativeiro da América do Sul e, segundo Coelho, há mais de uma década o zoológico vem negociando a vinda de fêmeas para Belo Horizonte".

O diretor disse que foi um processo mais longo do que eles queriam. "Primeiro foi feita a parte de mostrar a credibilidade da fundação junto aos zoológicos internacionais. Depois teve a fase de localizar possíveis fêmeas disponíveis - e nós localizamos elas na Fundação Aspinall - e aí uma negociação para a liberação das gorilas", disse. "Paralelamente, o zoológico realizou vários treinamentos com as equipes e revitalizou o espaço onde vivia o Idi Amin, para se adaptar à nova realidade".

Agora a expectativa é que os três se entendam e possam se reproduzir. "Um papel importante do zoológico é reproduzir animais ameaçados de extinção. O zoológico tem que trabalhar em conjunto para garantir que as populações em cativeiro sejam saudáveis. A reprodução é importante porque o Idi pode ser o fundador de uma nova linhagem genética", explica Coelho.

Para os frequentadores, a expectativa é pela chegada dos filhotes. A decoradora Marleide Gomes Fonseca torce para que as duas fiquem grávidas logo. "Nós estamos torcendo. É bom que quando a gente for para fora do estado, podemos falar que somos os únicos que temos três gorilas. Aliás, três não. Daqui a pouco a gente vai ter que multiplicar esse número", brincou.

O gorila chegou à Fundação Zoobotânica em 1975, com apenas dois anos de idade. Junto com ele veio a gorila Dada, que morreu em 1978 por complicações de uma inflamação no ouvido. Em 1984, a gorila Cleópatra chegou ao zoológico, mas, já debilitada, morreu com apenas 14 dias de cativeiro.