Mais de um milhão de vidas salvas na luta contra a malária

A luta contra a malária reduziu em cerca de 40% a mortalidade decorrente da doença em dez anos, o que significou salvar mais de um milhão de vidas, segundo um relatório da associação Roll Back Malaria (Retardar a Malária, numa tradução literal), publicado esta segunda-feira.

"No mundo todo houve uma redução da mortalidade de cerca de 38%, com mais de um milhão de vidas salvas desde o ano 2000", declarou à AFP a professora Awa Marie Coll-Seck, encarregada desta associação.

Fundada em 1998, esta associação público-privada lidera a ação coordenada contra a doença, cujo foco principal é a África Subsaariana.

"A África tem 80% dos casos e 90% das mortes causadas por malária", destacou.

O balanço de dez anos da associação entre as duas organizações, detalhado neste informe, dá "uma imagem muito positiva e em alguns países, foi realmente um êxito", disse.

"A Suazilândia reduziu os casos em 80%, a África do Sul já quase não tem casos e a Namíbia talvez tenha cem casos por ano", acrescentou. "Mas ainda há países com atraso, não se deve diminuir os esforços", destacou.

Outro avanço foi a passagem "de 100 milhões de dólares no plano internacional em 2003 para a luta contra a malária para 1,5 bilhão de dólares em 2010, ou seja, um financiamento multiplicado por 15 em menos de dez anos", afirmou a encarregada.

Coll-Seck disse que a crise econômica atual causa preocupação e por isso deseja que países como Brasil, Índia e China se envolvam no financiamento.

Mosquiteiros impregnados com inseticida, pulverizações de inseticidas nos muros das casas e acesso a medicamentos fabricados a partir de uma combinação terapêutica baseada em artemisinina (CTA/ATC) formam parte das medidas preconizadas por esta associação.

O especialista disse que a prevenção é aplicável a mulheres grávidas, que são "muito vulneráveis, pois há quatro vezes mais malárias nas gestantes do que entre adultos da mesma idade".