Pesquisadores israelenses identificam proteína que combate câncer no pâncreas

Pesquisadores israelenses identificaram uma proteína que poderá desacelarar a evolução do câncer de pâncreas, uma das mais agressivas formas de tumor maligno. Os pesquisadores do Centro de Pesquisa do Câncer no Sheba Medical Center, em Tel Hashomer, descobriram que a proteína Klotho, conhecida por retardar o processo de envelhecimento, também poderia impedir o crescimento do câncer de pâncreas. Essa proteína é produzida pelo cérebro e pelos rins.

Um estudo feito no Sheba em 2008 descobriu que a Klotho conseguia impedir a multiplicação de células de câncer de mama. Estudos em outros países mostraram que a proteína pode impedir a propagação de tumores no fígado e câncer cervical. 

Numa experiência com camundongos com câncer no pâncreas, os cientistas israelenses notaram que as células pancreáticas saudáveis contêm Klotho, mas as células cancerosas não. Quando eles injetaram essas células em ratos cancerosos, constataram que a proteína não apenas impediu a propagação do tumor como provocou sua diminuição. 

O passo seguinte dos cientistas é descobrir como controlar um efeito colateral indesejado, o de aumentar a atividade hormonal.

O câncer de pâncreas é uma doença particularmente agressiva, se espalha rapidamente e não existe atualmente um tratamento eficaz contra ela.