Assessoria admite ter sido contratada em sigilo pelo Facebook

Depois de um porta-voz do Facebook afirmar ao colunista do site The Daily Beast Dan Lyons que o Facebook contratou uma equipe de profissionais de Relações Públicas para espalhar boatos de problemas de privacidade do usuário contra o Google, a Burson-Marsteller emitiu uma nota oficial confirmando que "foi contratada para prestar serviços a essa empresa nos Estados Unidos".

"O cliente pediu que seu nome ficasse em sigilo com base no fato de que estava contratando a B-M para lançar luz sobre informações de domínio público e de que essas informações poderiam ser facilmente replicadas pela mídia de maneira independente. Todas as informações fornecidas à mídia eram, efetivamente, de domínio público e poderiam, portanto, gerar questionamentos pertinentes e ser verificadas por meio de fontes independentes", diz a nota da companhia, uma das maiores empresas de relações públicas do mundo.

Na denúncia feita ao The Daily Beast, o porta-voz do Facebook disse ter contratado a Burson porque o Facebook realmente acredita que o Google faz ações que põem em dúvida as preocupações com privacidade da empresa de Mountain View e porque o Facebook ainda se ressente do fato de que o Google tentou usar dados dos usuários da rede social dentro dos serviços do próprio Google. A filial brasileira da Burson-Marsteller afirmou em nota após a denúncia que "esse não é um procedimento aceito" e deveria ter sido recusado.

Leia a nota na íntegra

Agora que o Facebook veio a público, a Burson-Marsteller está autorizada a confirmar que foi contratada para prestar serviços a essa empresa nos Estados Unidos.

O cliente pediu que seu nome ficasse em sigilo com base no fato de que estava contratando a B-M para lançar luz sobre informações de domínio público e de que essas informações poderiam ser facilmente replicadas pela mídia de maneira independente. Todas as informações fornecidas à mídia eram, efetivamente, de domínio público e poderiam, portanto, gerar questionamentos pertinentes e ser verificadas por meio de fontes independentes.

Não obstante a justificativa, este não é um procedimento aceito na Burson-Marsteller e contraria nossas políticas. Deveria, por essa razão, ter sido recusado. Nossa relação com os meios de comunicação é pautada por padrões estritos de transparência no que tange aos clientes, e este incidente reforça a inquestionável importância desse princípio.