Brasil deve negociar mais dois satélites Cbers com a China

BRASÍLIA - Os satélites sino-brasileiros Cbers fizeram do Brasil o maior distribuidor de imagens do mundo. A comitiva presidencial que iniciará a partir de 11 de abril visita à China, deve negociar uma terceira etapa para o programa China-Brazil Earth Resources Satellite (Cbers). A intenção é expandir a cooperação científica sino-brasileira com a produção de mais dois satélites.

Fruto da primeira parceria estratégica entre Brasil e China, ocorrida em 1988, o Cbers resultou no mais bem-sucedido programa de cooperação científica realizado por países em desenvolvimento. Até o momento, três satélites foram lançados e a previsão é de que, até 2014, outros dois aparelhos sejam enviados ao espaço.

Com a parceria, o Brasil conseguiu ingressar no grupo de países detentores da tecnologia de sensoriamento remoto. Com isso, obteve ferramenta para monitorar seu território com satélites próprios.

Encarregada das relações políticas com a Ásia, a embaixadora Maria Edileuza Fontineli Reis avaliou que a parceria rendeu frutos extraordinários na área científica e tecnológica. ”Concluiremos o projeto até 2014, com o lançamento desses cinco satélites e temos a determinação conjunta de levar adiante essa vertente de nossa cooperação”.

Segundo Fontineli Reis, ”foi justamente o reconhecimento do potencial desses dois países, de crescimento econômico e construção em conjunto, que nos levou a lançar essa parceria estratégica sino-brasileira”.

O programa contemplou, em um primeiro momento, apenas dois satélites de sensoriamento remoto, Cbers-1 e 2, lançados respectivamente em 1999 e 2003. O êxito do lançamento e o perfeito funcionamento dos aparelhos levaram os governos a expandir o acordo e incluir outros três satélites da mesma categoria: Cbers-2B (lançado em 2007) e Cbers-3 e 4, como uma segunda etapa da parceria sino-brasileira. O Cbers-3 tem seu lançamento previsto para 2012 e o Cbers-4 para 2014.