Facebook é processado por demora em excluir página contra judeus

O ativista americano e ex-candidato ao Senado Larry Klayman vai processar o Facebook em US$ 1 bilhão pela demora por retirar do ar um site que incitava a violência contra judeus. A página, que tinha mais de 350 mil fãs, foi retirada do ar na última terça-feira por fazer "ligações diretas à violência", o que viola as políticas da rede social. As informações são do site TechCrunch.

Klayman, que tem origem judaica, afirma que a exclusão da página não o impediu de entrar com uma ação contra a empresa já que "os danos já estavam feitos" e que ele se sentia ameaçado. A denúncia alega negligência e imprudência por parte do Facebook.

A página pedia para os palestinos pegarem em armas no próximo dia 15 de maio e começarem uma revolução contra Israel. Intitulada Third Palestianian Intifada, a página dizia: "O dia do julgamento será trazido para nós uma vez que os muçulmanos matem todos os judeus". O Facebook afirmou que não agiu antes porque a página começou como um "protesto pacífico", apesar do termo "Intifada", que em árabe quer dizer "revolta" e é frequentemente usado em movimentos para contra a presença de Israel nos territórios ocupados.