Sem plástica, ácido preenche até rugas profundas, diz médica

Parecer mais jovem é a meta de muitos. Uma das opções para rejuvenescimento facial é o preenchimento com ácido hialurônico com maior viscosidade, indicado para rugas profundas e reposição de grandes volumes do rosto. Para tirar suas dúvidas sobre o tratamento, confira seis curiosidades listadas pela dermatologista Erica Monteiro, colaboradora do setor de cosmiatria da Unidade de Cosmiatria, Cirurgia e Oncologia, do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo:

1)Antigamente, os tratamentos para rejuvenescimento eram feitos somente com ácidos em forma de creme para aplicar em casa e também ácidos mais fortes, utilizados no peeling químico facial para melhorar da textura da pele, clarear manchas. Depois, veio a toxina botulínica e os preenchimentos dérmicos com ácido hialurônico, que corrigem rugas dinâmicas, linhas e sulcos. Hoje, somado a tudo isso, há os novos preenchedores à base de ácido hialurônico com alta viscosidade, capazes de preencher grandes volumes e, desse modo, remodelar o rosto, corrigir depressões e repor grandes perdas de volume da face, realizando o rejuvenescimento global da face sem cirurgia plástica;

2) O remodelamento facial com o ácido hialurônico é indicado para pacientes com rugas, sulcos e flacidez na face. O produto ainda é recomendado para outras finalidades, como perda de volume nas mãos;

3) O procedimento é realizado com anestesia em creme (produto aplicado na pele com ação anestésica) ou anestesia local, semelhante à usada pelos dentistas. A técnica de aplicação pode ser com agulha ou cânulas. Geralmente, uma sessão apenas é suficiente, mas nos casos de envelhecimento mais acentuado, talvez sejam necessárias duas;

4) Depois da aplicação, o paciente pode ficar um pouco inchado durante um ou dois dias e com alguns hematomas por um a três dias. Portanto, a recuperação é rápida e o resultado imediato;

5) O resultado dura de 15 a 18 meses, em média;

6) O tratamento facial com o ácido hialurônico deve ser evitado por mulheres grávidas e pessoas com doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico. Por isso, é fundamental a avaliação de um médico.