Campus Party teve infecção intestinal, desidratação e AVCs

 

No pavilhão Arena da Campus Party 2011, foi montada uma sala com médicos de plantão, ajudantes e uma ambulância UTI para a remoção de casos emergenciais. Segundo o médico responsável pelo plantão, Fernando Sanos, da rede de hospitais Santa Marcelina, foram cerca de 123 atendimentos médicos em uma semana de eventro. Dentre eles, houve infecção intestinal, desidratação e dois casos de AVC.

Os casos mais graves, como os dos acidentes vasculares cerebrais - AVCs - , foram direcionados imediatamente ao hospital mais próximo. "Esses episódios não têm absolutamente nada a ver com a Campus Party ou com o ambiente aqui. Foi uma triste coindicêndia", esclareceu e completou que não teve retorno dos casos porque uma vez encaminhados, não existe uma resposta para a equipe que fica no Centro de Exposições.

A maior parte dos outros casos ocorreram, segundo Sanos, por causa da água, do forte calor em São Paulo e também da comida. "Mais de 50% dos casos foram de GECA, muitas vezes acompanhada de vômito", falou o médico. GECA é sigla para gastroenterocolite aguda, que não se trata de uma situação extremamente grave, mas necessita de acompanhamento médico por algumas horas para descartar a possibilidade de aparecimento de dores de cabeça e outros sintomas.

O alto número de atendimentos, no entanto, não representa uma quantidade exagerada perto dos mais de 6,5 mil campuseiros que estiveram no local durante toda a semana. "É claro que o ideial seria que não houvesse nenhuma contaminação por nenhum motivo, seja da água ou pela comida", afirmou Sanos. Sobre dicas para a organização do evento, o médico pediu que a área de acampamento fosse mais ventilada, principalmente para não espalhar um surto de amigdalite ou outra doença que se propaga rapidamente pelo ar.