Computador central da Campus Party custa mais de R$ 1 milhão

SÃO PAULO - Mesmo não entendendo muito de dados técnicos, quem vai à Campus Party, o maior evento geek do planeta, que reúne mais de 6,5 mil campuseiros, deve imaginar o tamanho da potência do computador central que mantém a internet e os sistemas de comunicação ligados 24h por sete dias nos 240 mil m² do Centro de Exposições Imigrantes. Para Ari Falarini, diretor-executivo de redes da Telefônica, que falou com exclusividade ao Terra, é inimaginável o que a máquina central, que custou mais de R$ 1 milhão, é capaz de fazer.

Feita com peças de fabricantes nacionais, Falarini fez questão de salientar que, embora o jargão chame o sistema de "computador", trata-se de "uma máquina de transmissão de informação ligada a um super-roteador". A máquina, que fica no OVNI, o coração e o cérebro de todo o encontro, é o local para onde todos os mais de 6 mil pontos de conexão convergem.

Da máquina, partem dois links com 10 Gbps. "Para se ter uma ideia, é como se você pegasse duas cidades de 10 mil habitantes, desse a cada um deles uma internet de 1 Mbps sem que uma pudesse interferir na outra", afirmou Falarini. Segundo ele, a máquina, que funciona por um sistema de luzes coloridas em fibra óptica, é a primeira implantanda em um evento não-particular em todo o mundo.

Falarini ressaltou ainda que a única limitação está nos computadores dos próprios campuseiros, que não estão preparados para receber a potência fornecida. "A maior parte dos computadores têm placas de 10 a 100 Mbps. Nós estamos oferecendo muito mais do que isso", afirmou.