Treze países se reúnem em São Petersburgo para proteger o tigre

MOSCOU - A proteção do tigre e a duplicação de sua população, reduzida a apenas 3.200 indivíduos, é o objetivo de uma cúpula de chefes de governo dos 13 países onde ainda vive este felino ameaçado de extinção, que será realizada em São Petersburgo de 21 a 24 de novembro. Neste ano do tigre, segundo o calendário chinês, a cúpula, promovida pelo premier russo, Vladimir Putin, pretende elaborar um programa para duplicar a quantidade de tigres em estado selvagem até 2022.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), hoje só restam 3.200 tigres contra 100 mil há um século. "Três subespécies desapareceram e o futuro de outras seis não está certo", destaca o projeto de declaração que deve ser aprovado durante esta cúpula de chefes de governo, a primeira deste nível dedicada à sobrevivência de uma única espécie.

Este encontro será celebrado sob os auspícios do premier Putin, declarado defensor do tigre de Amur, subespécie russa. Ao contrário do que acontece nos outros 12 países - Bangladesh, Butão, Camboja, China, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Nepal, Tailândia, Vietnã -, o número de tigres na Rússia aumentou, passando em 50 anos de 100 indivíduos a um número entre 450 e 500.

"A Rússia cumpre um papel chave enquanto país anfitrião e dá bom exemplo. Um dos elementos importantes é a preocupação pessoal de Putin", destacou Sabri Zain, da organização TRAFFIC.

Efetivamente, o primeiro-ministro russo assumiu pessoalmente o controle de um programa de salvaguarda do tigre. Em agosto de 2008, participou da captura de uma tigresa para equipá-la com um colar GPS. A análise de deslocamento é um dos elementos centrais do programa russo de defesa do felino.