Linkedin não é igual ao Twitter e ao Facebook, diz CEO

 

Para Jeff Weiner, CEO do Linkedin, a web vive, hoje, uma tendência à socialização digital das relações humanas reproduzidas na sociedade física. Só que, conforme falou nesta quarta-feira ao público do Web 2.0 Summit, em São Francisco, na Califórnia, o Linkedin não pode ser colocado no mesmo saco do Twitter e do Facebook. A sua rede social compartilha interesses, sim, mas também informação e conhecimento em um nível profissional.

Segundo Weiner, existe a tendência superficial de agrupar estes fenêmenos sociais em uma mesma categoria. Para ele, o Twitter é uma plataforma para a comunicação social, passando um pouco longe do conceito de "rede" por não criar efetivas conexões entre duas pessoas que compartilham uma informação. Já o Facebook seria uma ferramenta com o foco em utilitários da vida social - a maneira virtual mais "socializada" existente. O Linkedin, como seu CEO enxerga, agrupa essas duas questões, mas agrega um terceiro elemento: o mercado de trabalho, como o de procurar contatos de emprego ou mesmo outros usuários para uma parceria, já que a biografia do membro na rede foca na sua experiência profissional.

Por esta questão, ela reforça o ponto de que é necessário que "rede social de amigos" se mantenha separada de uma "rede social de profissionais", como o Linkedin, de acordo com Weiner. Neste sentido, ao final, Weiner também comentou sobre o novo projeto da companhia: o "signal", uma espécie de filtro para a web baseado na identidade profissional de cada usuário.