Espécie de cão quase extinta começa a ressurgir na Coreia

A raça de cachorro sapsaree, que com as décadas de ocupação japonesa na Coreia do Sul, quase sofreu um processo de extinção e começa a ressurgir em grande número no país.

Com a invasão japonesa em 1910, os cães eram mortos por militares japoneses em todo o período da colonização (que perdurou até 1945)  para que fossem produzidos casacos com o seu pêlo.

Muito valorizados na Coreia por sua lealdade e companherismo, a palavra sapsaree significa na expressão coreana como "os cachoros que afastam espíritos do mal e os infortúnios". Entretanto no meio da década de 1980, apenas oito exemplares da raça estavam vivos, segundo Ha Ji-Hong, professor da Universidade Nacional de Kyungpook, na Coreia do Sul.

Mesmo assim não era tarde para recomeçar, o pai do professor montou um canil para proteger os poucos cachorros sobreviventes durante os anos 60, com aproximadamente 30 cachorros vivendo no local. Quando Ji-Hong voltou para o país após estudar nos Estados Unidos, apenas oito ainda estavam vivos.

Deste modo ele decidiu reproduzir a raça para que ela não sumisse e, devido ao seu trabalho de reprodução entre os cães combinado com as avançadas tecnologias de DNA para ajudar a espécie a se propagar, em apenas cinco anos de pesquisa a população de sapsarees cresceu para 500 animais.

"Reproduzir os sapsaree com apenas oito exemplares vivos não foi fácil", disse Ji-Hong, que explica que a raça é uma das três nativas da Coreia do Sul, junto à Jindo e à Poongsan.

De acordo com o coreano, os primeiros registros da existência dos sapsaree datam do período entre 37 a.C. e 668 d.C.