Anticolesterol experimental se revela promissor, mostra estudo

Um medicamento experimental, o anacetrapib, do laboratório farmacêutico americano Merck, demonstrou ser promissor na redução do colesterol ruim e na elevação do bom, segundo resultados de um teste clínico publicados na revista médica New England Journal of Medicine.

O teste, feito com 1.623 pessoas que sofriam de doenças coronarianas e já faziam tratamento com estatinas - medicamentos anticolesterol como o Lipitor - demonstrou que, depois de 24 semanas, o anacetrapib produziu uma redução de 40% do colesterol ruim (de 81 a 45 miligramas/decilitro), contra a redução de 6% (82 a 77 mg/dl) entre os pacientes que ingeriram um placebo.

O anacetrapib também aumentou em 138% o colesterol bom destes doentes (de 41 a 101 mg/dl) com relação a 15% (40 a 46 mg/dl) no grupo de controle.

"Estes resultados são promissores e nos levam à decisão de prosseguir com o desenvolvimento deste medicamento", informou em um comunicado Michael Mendelsohn, encarregado da divisão cardiovascular do laboratório Merck.

O laboratório fará um amplo teste clínico com 30.000 pacientes durante vários anos para confirmar estes resultados com uma população maior e estudar se o anacetrapib permite reduzir ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e mortalidade causada por doenças cardiovasculares.

Durante as 76 semanas de duração deste teste clínico divulgado esta quarta-feira, foram registradas 16 mortes (2%) por infarto ou AVC nos pacientes tratados com anacetrapib, com relação a 21 (2,6%) no grupo que tomou o placebo, informou o laboratório Merck.