Mulher vai à Justiça para ficar com papagaio epiléptico

 

Uma socióloga de São Paulo entrou com ação na Justiça para garantir o direito de ficar com seu papagaio de estimação. Soró, um papagaio-verdadeiro, mora há 26 anos com a família de Tânia de Oliveira, 63 anos, na Moema, na zona sul da capital paulista, e sofre de epilepsia. O Ibama determinou no mês passado a entrega da ave porque, segundo o órgão, as normas brasileiras não permitem mais a criação dessa espécie em cativeiro. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O Ibama sabia da existência do animal porque, desde 2002, quando uma nova legislação entrou em vigor, a socióloga teve que pedir ao órgão autorização para criar Soró em casa. Entretanto, a lei atual não permite mais que os papagaios-verdadeiros vivam em cativeiro, e a ordem é que o animal seja entregue ao Ibama. A família se nega a entregar o animal porque no documento do Ibama, segundo os advogados, está escrito que o papagaio Soró deve ser entregue para "ser sacrificado, se doente, ou entregue à natureza, sendo sadio". A juíza federal Tânia Lika Takeuchi, substituta da 6ª Vara Federal Cível, concordou com os argumentos do advogado para suspender a entrega em caráter liminar. A decisão final, porém, não tem data prevista para ocorrer.