Rio Info: Maddog ensina como ganhar dinheiro com open source

Rodrigo Teixeira , Portal Terra

RIO DE JANEIRO - Um das palestras mais esperadas no Primeiro dia do Rio Info 2010, encontro que reúne no Rio, pela oitava vez, autoridades, empresas de TI e lendas do cenário tecnológico para debater os rumos desta indústria no país, foi a do norte americano Jon "Maddog" Hall, um dos mais importantes militantes do movimento mundial de Software Livre. Ele atua na área de informática desde 1969, é membro de conselhos de várias empresas e organizações não governamentais, incluindo a Associação USENIX.

Um orador excepcional, mesmo sem tradução simultânea, contagiou os ouvintes com o seu carisma, com sua barba branca, óculos e brinco nas orelhas. Ele nos remete a figura do Papai Noel. No início de sua fala, tirou gargalhadas do público, olhou para o seu computador, não titubeou e disse "cuidado com este computador rapaz (técnico que preparava a sua apresentação), tem fotos de amigos e pornografia".

Pessoa e de analogias e exemplos que encantam o público, Jon Hall apresentou de forma dinâmica e criativa como gerar oportunidades através do uso de software de código aberto. "Não existe mágica, existe um plano de negócios, um investimento inicial e um interesse em fazer seu negócio crescer e se multiplicar", afirmou.

Maddog afirma que o software tem que se adaptar à realidade da empresa. "O software não é uma comódite, igual a uma lata de milho que se compra no mercado, ele deve se adequar à empresa e ao negócio, ter funcionalidade", disse.

Os estudantes universitários de Engenharia da Computação, Rodrigo Duarte (19) e Gilmar Costa (24), o consideram um mito, "Papa do Linux". Rodrigo afirma que o trabalho de Maddog vai além de difundir a cultura Open Source, de código aberto. "A ideia dele é genial, ao invés de se vender o software, ele propõe a venda do serviço. A Microsoft (Windows) vende o software, Open Source vende o serviço, porque o programa vem de graça. O suporte pode ser dado de diversas formas, pólos de telefonia, PABX por exemplo", contou Rodrigo.

E devido a isso, a manutenção desse sistema tem quase custo zero. "O código sendo aberto, o suporte se torna mais barato, não se precisa de alguém com um treinamento específico de uma empresa ou autorização previa" opinou Rodrigo.

Os softwares de código fechado como o Windows, por exemplo, apresentam alto custo e não permitem uma adaptação para a realidade de uma empresa. Segundo Maddog, o software deve ser desenvolvido de acordo com a demanda do negócio.