IBGE: cai diferença de crescimento entre crianças do NE e SE

Portal Terra

RIO - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira que caiu a diferença no crescimento físico das crianças da região Nordeste em relação às do Sudeste. Atualmente, os índices de déficit de altura (atraso no crescimento linear) da população infantil das duas regiões é semelhante, conforme dados da edição 2008-2009 da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).

Em 1974-1975, a primeira edição da POF mostrava que 44,4% das crianças nordestinas do sexo masculino entre 5 e 9 anos apresentavam déficit de altura. Na mesma edição, o índice era de 20,2% no Sudeste - o menor do país na época. Na edição seguinte da pesquisa, em 1989, apesar de a proporção ter caído para 24,5% no Nordeste e para 9,6% no Sudeste, as diferenças entre as duas regiões continuavam muito altas. Nesta última edição, entretanto, o índice chegou a 7,9% nos Estados do Nordeste, apenas 1,7 pontos percentuais a mais que o Sudeste, que registrou 6,2% das crianças com atraso no crescimento.

Apesar de ter o menor índice do problema na década de 70, o Sudeste foi ultrapassado pelo Sul na segunda edição da POF. Enquanto no Sudeste a proporção caiu para 9,6%, o índice chegou a 8,2% no Sul. Em 2008-2009, a região manteve a menor proporção do Brasil, com 4,7% das crianças com déficit de altura. O Norte foi a região com o maior registro nesta última edição da pesquisa, com 12,2% de ocorrência do problema entre a população infantil.

O IBGE classificou como "extremamente relevante" que o crescimento físico das crianças na Região Nordeste "não mais se distingue do observado na Região Sudeste e que, em todas as regiões brasileiras, crianças que vivem nas áreas rurais crescem de forma semelhante às que vivem no meio urbano". A pesquisa atribui essa mudança à redução "substancial" da desigualdade quanto à nutrição infantil na década de 2000, embora ela ainda esteja presente.