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RIO DE JANEIRO - Uma pesquisa da revista científica New Journal of Physics sobre o gol marcado pelo jogador da seleção brasileira Roberto Carlos, durante amistoso contra a França, em 2007, sugere que a enorme curva formada durante a trajetória da bola foi pensada pelo jogador.
De acordo com os físicos, há quem diga que foi um puro golpe de sorte, contudo, uma equação do chute comprovou que a jogada pode ser repetida se a bola for chutada com muita força, a uma grande distância do gol.
Devido a quantidade de comentaristas que avaliaram a jogada como "o gol que desafia a física", os estudiosos iniciaram a pesquisa que comprovou o giro da bola em espiral.
A previsão dos físicos é de que a bola faria mais curvas para a esquerda, até entrar em espiral, caso não sofresse a ação da gravidade ou não encontrasse obstáculos à sua frente. No caso do chute, o obstáculo era a rede.
Na cobrança de falta, o jogador estava a 35 metros, ou seja, bastante longe do gol. Nas simulações, os físicos reproduziram o feito utilizando tanques de água e bolas de plástico com a mesma densidade da água, eliminando os efeitos da turbulência aérea e da gravidade, considerando apenas a trajetória.