Symantec alerta para risco de ciberataques durante o Mundial

Agência AFP

BOGOTÁ - Os piratas informáticos aproveitarão a Copa do Mundo do futebol da África do Sul-2010 para atacar os fãs do esporte, alertou em Bogotá a companhia Symantec em um relatório, divulgado esta sexta-feira, sobre as ameaças à segurança na internet.

Ao divulgar este documento, Daniel Rojas, gerente de marketing para o norte da América Latina da Symantec, informou que os ciberpiratas aproveitarão o entusiasmo dos fãs para enviar mensagens sobre a competição que, no fundo, "escondem algum tipo de vírus".

Rojas destacou que já foram detectadas mensagens que convidam os internautas a se inscreverem em concursos relacionados com o Mundial, os quais oferecem prêmios falsos mas que, no fundo, querem capturar os dados dos usuários para depois utilizá-los em fraudes, roubos eletrônicos e outra série de crimes informáticos.

O especialista da Symantec, companhia mundial especializada em segurança digital, denunciou que, entre 2008 e 2009, os códigos maliciosos (ataques contra o sistema) se multiplicaram notadamente, passando de 1,69 milhão para 2,89 milhões.

A lista de países de onde se origina a maior parte da atividade maliciosa é encabeçada por Estados Unidos, China, Brasil, Alemanha, Índia, Reino Unido, Rússia, Polônia, Itália e Espanha.

Na América Latina, o Brasil aparece em primeiro lugar, seguido de México, Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, Peru, República Dominicana, Porto Rico e Uruguai.

A Symantec destacou, ainda, que os principais geradores de ataques informáticos contra a América Latina são Estados Unidos, Brasil, México, Argentina, China, Costa Rica, Chile, Canadá, Espanha e Colômbia.

O relatório alertou que no ano de 2009, 88% de todo o correio eletrônico gerado no mundo foi spam (nã solicitado).

Nesse sentido, a empresa destacou que entre os 10 países do mundo que geram a maior parte deste tipo de correio aparecem Brasil e Colômbia, segundo e décimo da lista, respectivamente. Os Estados Unidos está em primeiro lugar.

O Brasil aparece como o principal país latino-americano gerador de spam e a Colômbia está em segundo, seguida de Argentina, Chile, México, Peru, República Dominicana, Venezuela, Uruguai e Guatemala.