Rio: Farmacêuticos fazem campanha para combater pressão alta

JB Online

RIO DE JANEIRO - No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, 26 de abril, o Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro (CRF-RJ) oferecerá gratuitamente o serviço de aferição de pressão arterial. O atendimento será prestado em tendas montadas na Praça Afonso Pena, na Tijuca, das 9h às 13h.

Além do serviço e da orientação farmacêutica, a campanha objetiva também reforçar o papel do farmacêutico na cadeia de saúde, divulgar a permissão concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aferir a pressão nos estabelecimentos farmacêuticos que tenham profissionais habilitados e desafogar o sistema público de saúde.

Problemas mais sérios, como acidente vascular cerebral e infarto, podem ser prevenidos com o acompanhamento periódico da pressão arterial na farmácia. Doenças que sobrecarregam os leitos hospitalares e cujo tratamento onera os governos podem ser evitadas com o trabalho do farmacêutico , ressalta o vice-presidente do CRF-RJ, Marcus Athila.

Outras entidades ligadas à saúde apoiam a ação social, como Associação Nacional de Farmácias Magistrais (Anfarmag/RJ), Casa do Médico e Grupo de Estudos sobre Serviços Farmacêuticos do Estado do Rio de Janeiro (Geseferj).

Sobre a hipertensão

No Brasil, a hipertensão atinge cerca de 30% da população adulta e 5% das crianças, sendo responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). Por isso é tão importante se prevenir.

Em apenas 29% das consultas médicas se mede a pressão arterial, e um ano após o diagnóstico de hipertensão mais da metade das pessoas abandona o tratamento. Mas agora, os pacientes poderão fazer esse controle na farmácia, com permissão da Anvisa.

A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada com a utilização correta do medicamento, alimentação equilibrada e atividade física regulares. O paciente deve consultar um profissional de saúde, pelo menos, duas vezes ao ano e não parar o remédio, a não ser por ordem médica.