Crianças obesas tem elevado risco de desenvolver hipertensão

JB Online

CAMPO GRANDE - De acordo com pesquisa publicada no periódico Ciência & Saúde Coletiva, a hipertensão pode ocorrer em adolescentes obesos com freqüências que vão de 15,8% para os rapazes a 26,4% para as meninas, com destaque para os indivíduos de 13 e 14 anos de idade. O trabalho é da autoria de Joel Saraiva Ferreira, do Instituto de Ensino Superior da Funlec, e Ricardo Dutra Aydos, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e foi disponibilizado na edição de janeiro de 2010 do periódico.

Segundo os autores, para colheita de dados, foi realizado estudo com 129 crianças e adolescentes obesos com idade de 7 a 14 anos de ambos os gêneros, no período de agosto de 2005 a julho de 2006 . Os indivíduos estudados foram pacientes que procuraram atendimento junto ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), localizado na cidade de Campo Grande (MS), onde é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) um programa de tratamento de obesidade infanto-juvenil, o qual atende exclusivamente crianças e adolescentes com diagnóstico clínico de obesidade e que tenham recebido encaminhamento médico para o atendimento especializado .

Nos resultados do levantamento, os pesquisadores revelam que há um maior número de indivíduos do sexo feminino atingidos pela hipertensão. Houve prevalência de hipertensão arterial em ambos os gêneros (masculino = 15,8% e feminino = 26,4%) , dizem. Além disso, a doença também se manifestou com destaque para os indivíduos de 13 e 14 anos (52,4%), os quais diferiram estatisticamente dos demais grupos etários , concluem eles.

Segundo Joel e Ricardo, é necessário que estratégias de diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares e, particularmente, da hipertensão arterial, também sejam direcionadas para a população infanto-juvenil. Para isso, o próprio diagnóstico de casos de obesidade em crianças e adolescentes já poderá apontar um grupo de indivíduos potencialmente aptos a serem acompanhados, visando à diminuição do índice de massa corporal e do percentual de gordura corporal . Para ler o artigo na íntegra, acesse https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232010000100015&lng=en&nrm=iso&tlng=pt .