Metade das espécies de primatas corre risco de extinção

Da Redação, JB Online

LONDRES - Por conta da destruição de florestas tropicais, comércio ilegal de animais e caça para a venda de sua carne, quase metade das espécies de primatas está sob o risco de extinção, segundo um relatório preparado pelo Bristol Zoo Gardens, da Grã-Bretanha.

Um total de 48% das 634 espécies de primatas do mundo são classificadas como ameaçadas de extinção, na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Natureza). E uma pesquisa identifica as 25 espécies em maior risco.

A lista inclui cinco espécies de primatas de Madagascar, seis da África, 11 da Ásia e três da América Central e do Sul.

Nenhum dos macacos naturais do Brasil está incluído nesta lista.

As espécies ameaçadas das Américas são: saguim-de-cabeça-de-algodão (Saguinus oedipus), que vive especialmente na Colômbia e Venezuela; o macaco-aranha-castanho (Ateles hybridus), de Colômbia e Equador e o macaco-barrigudo-da-cauda-amarela do Peru (Oreonax flavicauda).

Os conservacionistas destacam a situação de espécies como o langur-de-cabeça-dourada (Trachypithecus p. poliocephalus),que só é encontrado em uma ilha na costa nordeste do Vietnã, e onde restam apenas de 60 a 70 indivíduos.

O resultado da pesquisa causou preocupação a muitos cientistas que trabalham com a preservação de animais.

No Brasil, o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) e o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), saíram da lista de estado crítico de ameaça da Lista Vermelha do IUCN em 2003 como resultado de três décadas de esforços de conservação envolvendo várias instituições, inclusive zoológicos.