Mulheres já são quase metade dos pesquisadores do Brasil

Daniela Traldi, Rádio das Nações Unidas

NOVA YORK, EUA - O número de pesquisadores está em escalada no mundo e só nos países em desenvolvimento registrou crescimento de 56% entre 2002 e 2007.

É o que revela um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Ásia

Em 2007 havia 2,7 milhões de pesquisadores nos países em desenvolvimento, quase 1 milhão a mais do que o registrado cinco anos antes. No mundo o número saltou de quase 6 milhões para 7 milhões.

A Ásia apresentou o maior aumento liderada pela China, cuja alta na taxa global passou de 14% para 20% no mesmo período.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, chamou o resultado de boa notícia apesar da Europa e das Américas apresentarem redução.

Mulheres

Bokova disse que a participação das mulheres na ciência ainda é muito baixa, com taxa de 29% entre o total de pesquisadores, de acordo com o estudo da Unesco.

Mas a proporção é muito maior na América Latina, onde 46% dos pesquisadores são mulheres. A paridade de gênero foi alcançada em cinco países: Brasil, Argentina, Cuba, Paraguai e Venezuela.

O Brasil também é líder na América Latina como o país que mais investe seu produto interno bruto em pesquisa e desenvolvimento.