Cresce interesse da ciência pela felicidade, diz antropóloga

Agência Brasil

FOZ DO IGUAÇU - A antropóloga e psicóloga formada em Harvard (EUA) Susan Andrews, responsável pela implantação no Brasil de programas baseados no conceito da Felicidade Interna Bruta (FIB), disse que o interesse da ciência pela felicidade é crescente.

- Somente nos últimos seis meses, foram divulgados 27.335 estudos e artigos publicados em revistas científicas abordando desde aspectos bioquímicos a psicológicos do tema - afirmou.

Susan Andrews destacou que pessoas mais felizes têm sistemas imunológicos mais fortes, têm melhor desempenho no trabalho, adoecem menos, vivem mais, têm casamentos mais sólidos. - A depressão se tornou uma das principais doenças da sociedade contemporânea. São esses os principais fatores que têm motivado a investigação científica, uma vez que maior conhecimento sobre o que constitui a felicidade e como medi-la permitirá construir políticas mais eficientes com reflexos positivos sobre a saúde pública - acrescentou.

A antropóloga participa em Foz do Iguaçu da 5ª Conferência Internacional sobre Felicidade Interna Bruta (FIB), que discute até hoje o conceito que surgiu no Butão, na Ásia, de medir o bem-estar de forma mais ampla do que o Produto Interno Bruto (PIB) , comumente utilizado para mensurar o progresso material de um país. A ideia tem a adesão de vários países, que se utilizam de alguns indicadores para orientar a elaboração de políticas públicas.

Susan explicou que na bioquímica do corpo humano, uma das substâncias associadas à felicidade é o hormônio cortisol, produzido pelas glândulas suprarrenais. Pessoas felizes tendem a ter 32% menos cortisol. Em contrapartida, o hormônio é encontrado em abundância em pessoas com alto nível de estresse. - É preciso ter consciência de que quando uma pessoa está infeliz, seu fígado está infeliz, seu estômago está infeliz, sua pele está infeliz. Os reflexos negativos se espalham pelo corpo inteiro - concluiu.