Dilma: é "absurdo" desenvolvidos não apresentarem metas

Agência Brasil

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, qualificou de "absurda" a possibilidade dos países desenvolvidos deixarem de apresentar metas concretas de redução de gases causadores do efeito estufa, em dezembro, na conferência das Nações Unidas sobre o clima em Copenhague. O Brasil já assumiu publicamente o compromisso de reduzir de 36,1% a 38,9% as emissões de gás carbônico até 2020.

- É impossível que os maiores poluidores do planeta não sejam instados a colocar os números na mesa, concretos - completou a ministra em entrevista, nesta domingo, em Brasília. Ela cobrou, ainda, a apresentação de metas pelos países desenvolvidos para disponibilizar aos países em desenvolvimento os recursos necessários que que as medidas de combate ao aquecimento global sejam adotadas.

Dilma Rousseff lembrou que foi obtido um consenso nas reuniões preparatórias para o encontro de Copenhague de que, sem a apresentação de metas efetivas, seria impossível dar andamento a qualquer tentativa de acordo a fim de reduzir os gases causadores do aquecimento global.

A postura do Brasil, na reunião de Copenhague, será justamente neste sentido, afirmou a ministra. Dilma ressaltou que a adoção de compromissos obrigatórios pelos países desenvolvidos, quanto voluntariamente pelos países em desenvolvimento, será a postura brasileira no encontro.